‘Líbano teve oportunidade de banir o Hezbollah e não teve essa coragem’, diz especialista
Eleições são adiadas com o apoio da maioria do parlamento libanês, onde grupo terrorista tem representação
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Por meio de um comunicado do gabinete do parlamento do Líbano, foi informado que o mandato do órgão político será prorrogado por mais dois anos. Com a aprovação de 76 dos 128 deputados, as eleições que deveriam acontecer em maio deste ano foram adiadas.
O governo declarou que a decisão foi tomada em meio ao conflito no Oriente Médio e aos bombardeios israelenses no território devido ao grupo terrorista Hezbollah.
“O Hezbollah tem cadeiras no governo, tem uma capacidade muito forte de articulação, é um grupo armado terrorista financiado pelos iranianos e também político [...] Eu acho que o povo do Líbano não estaria satisfeito com essa renovação parlamentar, mas, obviamente, é muito difícil você fazer eleições em momentos de ataque”, explicou o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena, ao Conexão Record News.
De acordo com o especialista, o Líbano teve a oportunidade de banir o grupo terrorista do país, mas, “por medo e pressão política”, os extremistas acabaram sendo acolhidos.
“Eu acho que a política do Líbano é frágil quando admite grupos terroristas dentro do seu próprio parlamento, por mais que eles tenham sim uma representação política. Isso fez com que o Líbano [...] se tornasse um país hoje à mercê desse grupo terrorista e frequentemente atingido pelo Estado de Israel”, argumentou Igor Lucena.
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