Liberdade de expressão cai ao menor patamar em 10 anos, diz ONG

Pesquisa divulgada pela organização Artigo 19 apontou que a liberdade de expressão foi diminuída em 48 países entre os anos de 2014 e 2017

Liberdade de expressão

Jornalista saudita foi morto no começo de outubro de 2018

Jornalista saudita foi morto no começo de outubro de 2018

Simon Dawson/Reuters - 26.10.2018

Uma pesquisa realizada pela ONG britânica Artigo 19, divulgada nesta quarta-feira (5), apontou que a liberdade de expressão chegou ao seu menor patamar nos últimos 10 anos no mundo.

O ranking de países onde a liberdade de expressão foi minada é liderado por Turquia, Rússia e Hungria.

"Nossa pesquisa mostra que o respeito a liberdade de expressão está em queda nos últimos 10 anos e que essa queda acelerou nos últimos três anos", afirmou o diretor executivo da Artigo 19, Thomas Hughes, em comunicado divulgado no site da ONG.

Segundo a instituição, os países onde a liberdade de expressão passou a ser mais controlada são aqueles que têm "homens fortes, como Erdogan, Vladimir Putin e Viktor Orbán" no poder. A pesquisa apontou que a liberdade de expressão diminuiu em 48 países entre 2014 e 2017.

O índice de liberdade dexpressão da Artigo 19 considera cinco pontos: liberdade de imprensa, direitos digitais, transparência, esfera pública e proteção da liberdade de expressão.

Recorde de jornalistas presos

O artigo publicado no site da ONG ainda apontou que um número recorde de jornalistas presos: 326 sendo 97% deles são repórteres locais. 

O número de assassinatos chegou a 78 no último ano. De acordo com o Comitê para Proteção de Jornalistas, 50 jornalistas foram mortos em 2018 até o dia da divulgação da pesquisa. 

O caso mais recente, que tomou grande proporção mundial, foi o assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi, morto no consulado saudita em Istambul no começo de outubro. 

Khashoggi escrevia para o Washington Post e fazia críticas ao governo do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed Bin Salman. 

*Estagiária do R7 sob supervisão de Cristina Charão