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Líder catalão preso pede coragem a premiê espanhol por acordo

A abertura política de Pedro Sánchez poderia assentar o caminho para um novo diálogo entre os governos central e regional

Internacional|Do R7

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Separatistas antes insistiam em não ceder
Separatistas antes insistiam em não ceder

Um líder catalão detido pediu que a Espanha apresente novas propostas para resolver a disputa em torno do status da região separatista, dizendo que os apoiadores da causa não irão necessariamente insistir em um plebiscito de independência, sinalizando uma aparente concessão.

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Jordi Sánchez fez um apelo ao primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, que disse estar disposto a promover um referendo para garantir mais autonomia à região e prometeu apresentar planos detalhados no parlamento no dia 12 de dezembro.

"Nós dizemos a Pedro Sánchez: proponha o que quiser, mas proponha alguma coisa", afirmou Jordi Sánchez à Reuters na semana passada, falando por trás de uma proteção de vidro no centro penitenciário de Lledoners, na região de Barcelona.


"Pedimos que ele seja corajoso e tome uma decisão para resolver esse conflito... sem um referendo, a independência não é possível, mas estamos dispostos a avaliar opções que possam eventualmente levar a esse objetivo", disse.

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Separatistas catalães insistiram anteriormente que não cederiam a uma solução que não fosse um referendo. A abertura política de Sánchez poderia assentar o caminho para um novo diálogo entre os governos central e regional. 


Parte da entrevista com Jordi Sánchez, uma das mais influentes vozes no movimento separatista, foi realizada por meio de perguntas e respostas por escrito. 

Um ex-líder do movimento Assembleia Nacional Catalã, Sánchez foi eleito no início do ano para o parlamento regional e foi candidato à liderança da região. Desde então, ele renunciou após um juiz impedi-lo de comparecer às sessões parlamentares. 


Madri impôs um governo direto na rica região do nordeste do país em outubro de 2017, depois que a Catalunha declarou sua independência com base em um referendo considerado inconstitucional pelos tribunais espanhóis. 

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