Líder da Irmandade Muçulmana será julgado por morte de manifestantes
Internacional|Do R7
Cairo, 31 jul (EFE).- O líder da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badía, contra quem já há uma ordem de detenção, será julgado por incitar a morte de manifestantes frente à sede da confraria no final de junho, decidiu nesta quarta-feira a Procuradoria Geral do Egito. Outros dirigentes do grupo islamita, Jairat al Shater e Mohammed Rashad Bayumi, que já estão presos, também serão apresentados com Badía no Tribunal Penal do Cairo pelas mesmas acusações, informou a agência oficial "Mena". O procurador-geral, Hisham Barakat, aceitou hoje que os dirigentes islamitas sejam processados por haver provas de serem cúmplices do assassinato dos manifestantes. O Ministério Público vai levar ao tribunal outras três pessoas pelo mesmo crime, e também por levarem armas de fogo e explosivos. Segundo as investigações da promotoria, Badia, Shater e Bayumi pagaram e forneceram armas a essas três pessoas para que assassinassem os manifestantes da oposição. Também hoje, a promotoria do Sul do Cairo prorrogou por 15 dias a prisão preventiva contra Shater e Bayumi. O mesmo foi feito com o ex-líder da Irmandade Muçulmana Mahdi Akef, e o presidente do Partido Liberdade e Justiça, braço político da Irmandade, Saad Tawfik El Katatni, que respondem pelo assassinato dos manifestantes. EFE aj/cd/tr









