Logo R7.com
RecordPlus

Líder de Hong Kong diz que nunca debateu renúncia com China

Por sua parte, Pequim expressou confiança em Carrie Lam, mas disse que não ficará passiva se protestos ameaçarem segurança e soberania

Internacional|Da EFE

  • Google News
Líder de Hong Kong, Carrie Lam
Líder de Hong Kong, Carrie Lam

A líder de Hong Kong, Carrie Lam, disse nesta terça-feira (3) que nunca pediu que o governo da China a deixe renunciar para encerrar a crise política na cidade sob controle chinês, reagindo a uma reportagem da Reuters sobre uma gravação na qual ela disse que renunciaria se pudesse.

Por sua parte, a China expressou confiança em Lam e em seu governo, mas disse que não ficará passiva se os tumultos ameaçarem sua segurança e sua soberania.


Centenas de milhares de pessoas foram às ruas da ex-colônia britânica desde meados de junho para participar de protestos às vezes violentos contra um projeto de lei hoje suspenso que permitiria que pessoas fossem enviadas à China continental para serem julgadas em tribunais controlados pelo Partido Comunista.

Leia também

Carrie disse a líderes empresariais que causou um "dano imperdoável" ao apresentar o projeto de lei e que, se tivesse escolha, pediria desculpas e renunciaria, de acordo com uma gravação de áudio vazada.


Em uma coletiva de imprensa televisionada, ela disse que jamais cogitou pedir a renúncia e que Pequim acredita que seu governo consegue solucionar a crise de três meses sem uma intervenção da China.

"Nem sequer cogitei debater uma renúncia com o governo central popular. A escolha de renunciar é minha própria escolha", afirmou a líder.


"Eu repeti a mim mesma nos últimos três meses que eu e minha equipe deveríamos continuar para ajudar Hong Kong... é por isso que eu disse que não me dei a escolha de tomar um caminho mais fácil, e esse é sair".

Lam acrescentou que ficou decepcionada que comentários feitos em uma reunião particular, na qual compartilhou a "jornada do meu coração", tenham sido vazados.


Em uma coletiva de imprensa do Escritório de Assuntos de Hong Kong e Macau chinês, não foram feitas perguntas diretas sobre a gravação, e um porta-voz e uma porta-voz não se referiram à ela ou à reportagem da Reuters.

Eles repudiaram a violência e os países ocidentais que tentam usar a questão de Hong Kong para interferir nos assuntos chineses, e reiteraram que a China jamais toleraria a independência de Hong Kong ou uma líder que não fosse leal a Pequim.

O governo central apoia com firmeza Carrie e seu governo, disseram, mas não será eternamente passivo se a violência continuar, disse a porta-voz Xu Luying.

"O governo central não permitirá que o caos em Hong Kong continue indefinidamente", disse.

O Global Times, tabloide chinês publicado pelo Diário do Povo do Partido Comunista, repudiou a reportagem da Reuters em um editorial publicado em seu site.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.