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Lideranças da UE ‘precisam agir com mais ousadia’, diz analista sobre acordo com Mercosul

Parlamento europeu decidiu levar documento assinado entre os blocos à Justiça e, caso a Corte discorde das regras, termos podem ser alterados

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Parlamento Europeu decidiu levar o acordo Mercosul-União Europeia à Justiça para avaliar seus fundamentos jurídicos.
  • A votação resultou em 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções, podendo atrasar o início do acordo.
  • O pacto prevê a eliminação de tarifas para mais de 90% dos produtos entre os blocos e ainda precisa da aprovação dos Congressos dos países.
  • Analista Uriã Fancelli enfatiza a importância de uma postura ousada das lideranças europeias em um momento de competição global.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Parlamento europeu decidiu levar o acordo entre Mercosul e União Europeia à Justiça. O objetivo é avaliar os fundamentos jurídicos do documento. A medida teve 334 votos a favor, 324 contra e 11 abstenções. A análise pelo tribunal pode demorar vários meses e deve atrasar o início do acordo. Caso a Corte discorde das regras, os termos podem ser alterados.

O documento prevê a eliminação de tarifas sobre mais de 90% dos produtos comercializados entre os blocos. Representantes do Mercosul e da União Europeia assinaram o pacto no último sábado (17), no Paraguai. O texto ainda deve passar pelos Congressos dos países. O governo brasileiro acompanha os desdobramentos no Tribunal de Justiça da União Europeia e segue os trabalhos para a confirmação do acordo.


Parlamento europeu deve avaliar fundamentos jurídicos do acordo entre Mercosul e União Europeia Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (22), Uriã Fancelli, analista de relações internacionais, diz que existem duas possibilidades para o acordo no momento: ou o documento passa a valer após um período de cerca de 18 meses, ou existe a chance de entrar em vigor antes devido aos conflitos que a Europa está vivendo com aliados históricos, como os Estados Unidos.

“Esse acordo é assinado em um momento extremamente importante, no qual também a Europa está sendo espremida pela competição que acontece entre as grandes potências”, explica Fancelli.


Para o analista, em termos de estratégia, é importante que a Europa faça essa movimentação e se aproxime da América Latina: “Do ponto de vista geopolítico, é bastante triste ver como algumas lideranças europeias, como o presidente francês, Emmanuel Macron, têm cedido a pressões internas em um momento no qual as lideranças do bloco precisam agir com um pouco mais de ousadia.”

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