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Líderes da França e Coreia do Sul dizem que trabalharão juntos para reabrir o estreito de Ormuz

Intenção é aliviar as incertezas econômicas globais causadas pela guerra no Oriente Médio

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Emmanuel Macron e Lee Jae-myeung decidiram unir esforços para reabrir o estreito de Ormuz.
  • A cúpula em Seul busca aliviar incertezas econômicas globais decorrentes da guerra no Oriente Médio.
  • Macron destacou a importância de definir condições internacionais para estabilizar a região.
  • França e Coreia do Sul expandirão a cooperação em tecnologia, energia e minerais críticos.

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Presidente francês Emmanuel Macron conversa com o primeiro-ministro sul-coreano Kim Min-seok após um fórum empresarial franco-coreano em Seul, Coreia do Sul
Macron afirmou que reabrir o estreito de Ormuz por meio de uma operação militar é irrealista. Kim Hong-Ji/Reuters - 03.04.2026

O presidente da França, Emmanuel Macron, e o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myeung, concordaram nesta sexta-feira (3) em trabalhar juntos para ajudar a reabrir o estreito de Ormuz e aliviar as incertezas econômicas globais causadas pela guerra no Oriente Médio.

A cúpula em Seul ocorreu em meio a críticas do presidente dos EUA, Donald Trump, a aliados europeus e asiáticos que não apoiaram a guerra de Washington e Israel contra o Irã.


Macron disse a Lee no início da reunião que os dois países podem desempenhar um papel importante na estabilização da situação no Oriente Médio, incluindo o cerco de Teerã sobre o estreito de Ormuz, que provocou turbulências nos mercados globais de energia.

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Os dois líderes não responderam a perguntas e não deram detalhes sobre como ajudariam a reabrir o estreito.


“Precisamos definir claramente, em nível internacional, as condições para um processo que alivie a crise e o conflito no Oriente Médio”, disse Macron. “Precisamos garantir a reabertura do estreito de Ormuz.”

Cooperação

Lee afirmou que ele e Macron concordaram em expandir a cooperação em tecnologia, energia e outras áreas.


Autoridades sul-coreanas e francesas também assinaram acordos para trabalhar nas cadeias de suprimento de combustível nuclear, investir conjuntamente em um projeto de energia eólica offshore no sul da Coreia do Sul e colaborar no setor de minerais críticos.

A Coreia do Sul tem se mobilizado para aumentar a produção de seus reatores nucleares a fim de mitigar a crise energética, e Lee também defendeu uma transição mais rápida para energias renováveis, afirmando que a guerra expôs a forte dependência do país em relação às importações de combustíveis fósseis.


A viagem de Macron à Ásia ocorre em um momento em que Trump intensifica sua frustração com os aliados. Em um discurso na quarta-feira (1º), Trump disse que os americanos “não precisam” do estreito, mas que os países que precisam “devem agarrá-lo e preservá-lo”.

Em um evento anterior na Casa Branca, durante a Páscoa, Trump pediu que seus aliados na Ásia e a China se envolvessem na reabertura da via navegável.

“Deixem a Coreia do Sul, vocês sabem, nós só temos 45 mil soldados em perigo por lá, bem ao lado de uma força nuclear — deixem a Coreia do Sul fazer isso”, disse Trump. “Deixem o Japão fazer isso. Eles obtêm 90% do seu petróleo do estreito. Deixem a China fazer isso.”

Os Estados Unidos mantêm cerca de 28 mil soldados na Coreia do Sul, não os 45 mil mencionados por Trump. O destacamento de tropas americanas na Coreia do Sul visa deter possíveis agressões da Coreia do Norte.

Macron afirmou que reabrir o estreito de Ormuz por meio de uma operação militar é irrealista.

Autoridades sul-coreanas disseram estar em contato com Washington sobre o assunto e que Seul não está considerando pagar taxas de trânsito ao Irã para garantir a passagem de combustível pelo estreito.

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