‘Maior medo de Trump não é a Rússia, não é a China. É sofrer um processo de impeachment’, diz especialista
Professor Roberto Uebel compara primeiro e segundo mandatos de Donald Trump na Casa Branca
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
Donald Trump completou o primeiro ano de seu segundo mandato nesta terça-feira (20). Para analisar esse período e compará-lo ao mandato anterior na Casa Branca, o Jornal da Record News recebeu o professor de relações internacionais Roberto Uebel.
Segundo Uebel, a grande preocupação de Donald Trump no momento reside na política interna norte-americana. As eleições de meio de mandato, que serão disputadas em novembro, devem ser cruciais para o restante do mandato e até para o futuro político do atual presidente.
“Essa é a grande preocupação de Trump agora em 2026, as midterms em novembro, as eleições para o Congresso. Trump quer a todo e qualquer custo ter uma nova maioria, tanto na Câmara dos Representantes como no Senado, para garantir a sua governabilidade e não ser questionado. Hoje o maior medo de Trump não é a Rússia, não é a China, é sofrer um processo de impeachment e ser preso”, analisa.
“Trump teve que lidar com as questões dos casos Epstein desde o ano passado, agora no começo desse ano também, teve que lidar também durante a campanha eleitoral com o julgamento, quase foi condenado, quase tinha o temor de ser preso, agora como presidente isso não pode acontecer, então é esse o grande temor de ser condenado, ser preso ou sofrer um processo de destituição que o levaria à prisão. Então por isso ele quer ganhar essa maioria, manter a maioria republicana nas duas Casas”, completa o professor.
Diferenças entre primeiro e segundo mandato
O professor pontua as diferenças entre os dois mandatos. A primeira deles diz respeito a quanto o empresário conhece agora o meio onde está inserido: “Trump agora conhece o funcionamento da máquina pública norte-americana, ou seja, ele sabe como as instituições funcionam, ele sabe como funciona o próprio poder executivo norte-americano”.

“O primeiro governo de Trump foi marcado por escândalos, por saídas já no primeiro ano, de secretários, de assessores e conselheiros especiais. E agora esse segundo governo de Trump começa com um controle maior do seu gabinete”, afirma.
Uebel também fala sobre a política externa da administração no segundo governo. Segundo ele, essa nova forma de funcionamento do governo têm questionado o direito internacional.
“O primeiro governo era muito naquela lógica do Make America Great Again e do America First. E agora a gente vê os Estados Unidos com um grau de assertividade, um grau de inserção maior no sistema internacional, muito diferente daquele primeiro governo”, comenta o professor.
Como terceira característica, o especialista afirma que o segundo mandato diminuiu o papel da Suprema Corte e do Congresso. Trump tem usado tarifas para atender questões internas nos EUA, como controle migratório, combate ao tráfico de drogas e acesso ao petróleo. “É um governo que vincula muitas questões domésticas às questões externas”, analisa.
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