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Mais de 100 plantas tóxicas: como é o jardim ‘mais perigoso do mundo’, na Inglaterra

Jardim Venenoso de Alnwick, que só pode ser visitado com guias, combina pesquisa científica, prevenção e curiosidade turística

Internacional|Do R7

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  • Localizado no norte da Inglaterra, o Jardim Venenoso de Alnwick contém mais de 100 plantas tóxicas.
  • O acesso ao jardim é restrito e permitido apenas em visitas guiadas, com alertas de segurança rigorosos.
  • Plantas como a Atropa belladonna e a Ricinus communis podem causar sérios problemas de saúde, até mesmo a morte.
  • O espaço também serve para pesquisa científica sobre toxinas, atraindo cientistas e inspirando obras literárias.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entrada do Jardim Venenoso de Alnwick, que só pode ser visitado com guias especializados Divulgação/Jardim Venenoso de Alnwick

Atrás de portões pretos com caveiras gravadas em ferro, visitantes são avisados logo na entrada: “Não toque, não cheire, não prove”. O alerta não é exagero. Trata-se do jardim “mais perigoso do mundo”, localizado no norte da Inglaterra.

O Jardim Venenoso de Alnwick, como é chamado, abriga mais de cem espécies de plantas capazes de causar desde tonturas até a morte. A área é cercada, vigiada e acessível apenas em visitas guiadas – e ainda assim, casos de desmaios entre turistas são frequentes.


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O jardim foi criado por Jane Percy, duquesa de Northumberland, nos terrenos do Castelo de Alnwick, residência de sua família há mais de 700 anos. A iniciativa transformou parte da propriedade em uma atração turística.

Lá dentro, há algumas das plantas mais perigosas do mundo. Entre elas, a Atropa belladonna, conhecida por causar alucinações, delírios e convulsões; e a Colchicum autumnale, capaz de provocar vômitos intensos, insuficiência renal e queda da pressão.


O Ricinus communis (mamona), que produz a potente ricina; a Salvia divinorum, com efeitos alucinógenos rápidos e intensos; e mandrágoras, que podem provocar delírio e taquicardia, também são encontrados no jardim.

Por causa disso, a segurança é tratada como prioridade: essas espécies ficam presas em gaiolas e só são manipuladas com trajes de proteção. Os jardineiros dizem que até fragmentos mínimos de raízes ou espinhos podem causar reações graves em pessoas.


O espaço também promove estudos. Uma pesquisa de 12 meses conduzida por químicos forenses analisou toxinas em 25 espécies cultivadas ali, criando um método para medir 15 substâncias e avaliar os riscos de uma ingestão acidental, principalmente em crianças.

Funcionária manuseia uma gympie-gympie, urtiga australiana que causa dor extrema com simples contato da pele Divulgação/Jardim Venenoso de Alnwick

Fascínio, medo e inspiração literária

De acordo com a rede norte-americana National Geographic, o jardim registra dezenas de desmaios por ano, atribuídos tanto ao calor e ao cheiro intenso das plantas quanto às histórias de crimes e envenenamentos narradas durante as visitas.


Além de atrair cientistas e investigadores, o espaço inspira escritores de romances policiais. A britânica Jill Johnson, por exemplo, criou uma série literária sobre uma botânica-detetive após conhecer o local.

O Jardim Venenoso também desperta o interesse de autoridades britânicas, que, segundo a National Geographic, já solicitaram visitas técnicas ao espaço para discutir o uso de toxinas vegetais em investigações criminais.

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