Internacional "Malvinas foram, são e serão argentinas", afirma Alberto Fernández

"Malvinas foram, são e serão argentinas", afirma Alberto Fernández

Milhares de pessoas participaram em cidades da Argentina de cerimônias e vigílias em homenagem aos mortos na guerra

AFP
Imagem aérea das Ilhas Malvinas, território dominado pela Inglaterra e reivindicado pela Argentina

Imagem aérea das Ilhas Malvinas, território dominado pela Inglaterra e reivindicado pela Argentina

Wikimedia Commons

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, reivindicou ontem, sábado (2), a soberania de seu país sobre as Ilhas Malvinas, em poder da Grã-Bretanha, por ocasião do aniversário de 40 anos da guerra de 74 dias perdida pelas tropas mobilizadas durante a última ditadura cívico-militar (1976-1983).

"Honra aos nossos soldados. Desembarcar nas ilhas foi uma decisão tomada pelas costas do povo. As Malvinas foram, são e serão argentinas. Jamais cederemos em nossas reivindicações", disse o presidente no ato central nos jardins do Museu das Malvinas, em Buenos Aires.

Dezenas de milhares de pessoas, incluindo ex-combatentes, participaram em cidades de todo o país em cerimônias, vigílias e marchas à luz de tochas em homenagem aos mortos na guerra nas Ilhas Malvinas, que a Grã-Bretanha chama de Falklands.

Os combates aéreos, terrestres e navais provocaram a morte de 649 militares argentinos e 255 britânicos.

Milhares de ativistas de organizações sociais de esquerda organizaram uma passeata em Buenos Aires até a embaixada britânica, com o lema "Repudiamos a agressão imperialista britânica".

A Argentina recorda que as ilhas, herdadas da coroa espanhola depois da independência, foram ocupadas por tropas do Reino Unido em 1833. O governador e os moradores argentinos foram expulsos para o continente.

Por sua vez, Londres destaca que quase 100% dos 2.000 habitantes do arquipélago aprovaram a continuidade sob controle britânico em referendo organizado em 2013.

A votação é o principal argumento do Reino Unido para ignorar uma resolução da ONU de 1965 que reconheceu o conflito pela soberania no Atlântico Sul e pediu às duas nações que estabeleçam uma negociação.

A ditadura argentina, então comandada pelo general Leopoldo Galtieri, foi mortalmente ferida pela guerra perdida e em 1983 teve que convocar eleições, que marcaram o retorno da democracia.

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