Manifestantes prometem bloquear acesso ao Parlamento da Bulgária

Protestos que vêm ocorrendo há 11 dias no país pedem a dissolução do governo do primeiro-ministro Boiko Borisov, acusado de corrupção

Protestos no centro da capital da Búlgaria, Sófia, vêm ocorrendo há 11 dias

Protestos no centro da capital da Búlgaria, Sófia, vêm ocorrendo há 11 dias

Vassil Donev / EFE - EPA - 14.7.2020

Manifestantes que tomaram neste domingo (19) o centro de Sófia pelo 11º dia consecutivo, para pedir a dissolução do governo, prometeram bloquear amanhã o acesso ao Parlamento e a outros prédios públicos do país.

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"Nesta noite, publicaremos instruções sobre como será a atuação. Vamos levar isso até o fim", afirmou Nikolay Hadzhigenov, umas das lideranças dos protestos.

As manifestações foram convocadas depois que o Ministério Público fez uma operação na sede da presidência búlgara. Dois assessores do presidente Rumen Radev foram detidos, acusados de tráfico de influência e roubo de segredos de Estado.

Acusações de corrupção

Os ativistas que vêm tomando as ruas da Sófia exigem a demissão do primeiro-ministro do país, Boiko Borisov, que é acusado de corrupção; e do promotor-geral, Ivan Geshev, esse último, apontado como ligado ao crime organizado.

Nesta segunda-feira, está previsto que o Parlamento da Bulgária se reúna para discutir uma moção de censura ao governo, que seria a quinta apresentada pela oposição socialista desde a formação, em 2017.

Além da sede do Poder Legislativo, os manifestantes tentarão impedir o acesso ao Palácio de Justiça do país, assim como de outros tribunais e instituições públicas.

Segundo uma pesquisa feita pelo instituto Gallup International, 58% da população búlgara é favorável à dissolução imediata do governo.