Marielle virou símbolo global da luta anti-racista, diz Washington Post
Jornal destaca o papel de Marielle Franco como uma figura política que colocou em evidência a conexão entre racismo e violência policial
Internacional|Cristina Charão, do R7

Marielle Franco tornou-se um símbolo global da luta anti-racista, destaca o jornal norte-americano The Washington Post. A execução da vereadora ganhou a manchete principal da publicação nesta terça-feira (20).
O jornal destaca o papel de Marielle como uma figura política que colocou em evidência a conexão entre o racismo, a violência policial e as execuções extra-judiciais nas favelas cariocas.
A matéria registra a participação da vereadora em um encontro de mulheres negras, pouco antes de ser alvejada por nove tiros em uma emboscada, que também matou o motorista Anderson Pedro Gomes na noite da quarta-feira (18).
O Post destaca parte da fala de Marielle em sua última participação em um evento público: "Numa sociedade que se vê como pós-racial, Franco argumentou, o massacre não é apenas dos mais pobres, mas é também uma guerra contra os negros."
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Descrevendo a mobilização nacional e internacional provocada pela execução, o jornal norte-americano diz que se o atentado foi uma tentativa "de silenciar uma política negra em rápida ascensão", o efeito foi contrário. "Nos dias seguintes, a maior nação da América Latina assistiu, admirada, uma figura antes pouco conhecida fora do Rio ser transformada em um símbolo global contra a opressão racial", diz a matéria.
“Mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”, é assim que Marielle Franco, 38 anos, se descreve em seu site oficial
“Mulher, negra, mãe e cria da favela da Maré”, é assim que Marielle Franco, 38 anos, se descreve em seu site oficial

























