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Massacre no Haiti deixa pelo menos 70 mortos, diz grupo de direitos humanos

Ataque foi atribuído à gangue Gran Grif, causando a fuga de cerca de 6.000 pessoas de suas casas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Atentado na região de Artibonite no Haiti resulta em pelo menos 70 mortos e 30 feridos, segundo grupo de direitos humanos.
  • Números são significativamente maiores que as estimativas oficiais, que falavam em 16 a 17 fatalidades inicialmente.
  • A ONU condena a violência das gangues e exige uma investigação completa sobre o massacre.
  • Mais de 6.000 pessoas foram forçadas a fugir de suas casas devido à escalada da violência na região, afetando a segurança alimentar no país.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Forças de segurança haitianas patrulham gabinete do primeiro-ministro e  sede do Conselho Presidencial de Transição (CPT) em Porto Príncipe, Haiti
Conflito entre gangues causou mais de 20.000 mortes registradas desde 2021 Egeder Pq Fildor/Reuters - 06.02.2026

Pelo menos 70 pessoas foram mortas e 30 ficaram feridas durante um ataque na região de Artibonite, celeiro do Haiti, informou um grupo de direitos humanos nesta segunda-feira (30), dado significativamente superior às estimativas oficiais.

O número de mortos relatado pelo grupo Collective Defending Human Rights excedeu em muito os números anteriormente fornecidos pelas autoridades.


A polícia relatou inicialmente 16 mortos e 10 feridos, enquanto um relatório preliminar das autoridades de proteção civil sugeriu que 17 haviam morrido e 19 estavam feridos.

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Um porta-voz disse a jornalistas nesta segunda-feira, durante uma coletiva de imprensa, que o secretário-geral da ONU condenou veementemente o ataque de gangues, cujas estimativas de mortos variam de 10 a 80 pessoas.


Segundo o porta-voz, a violência ressalta a gravidade da situação da área de segurança no país. Foi pedida uma investigação completa.

O grupo Collective Defending Human Rights disse que o “massacre” forçou cerca de 6.000 pessoas a fugirem de suas casas.


“A falta de uma resposta de segurança e o abandono de Artibonite aos grupos armados demonstram uma completa abdicação de responsabilidade por parte das autoridades”, disse o grupo em um comunicado.

Membros armados da gangue Gran Grif atacaram a área de Jean-Denis por volta das 3h de domingo, segundo autoridades locais de proteção civil.


O ataque ocorreu após relatos das Nações Unidas de que mais de 2.000 pessoas foram recentemente desalojadas por ataques armados nas proximidades de Verrettes, o que levou os moradores de Petite-Riviere a fugirem de suas casas.

O departamento de Artibonite, importante área agrícola, tem sido palco da pior violência do Haiti, à medida que o conflito entre gangues se espalha para além da capital, Porto Príncipe.

Em março, os EUA ofereceram uma recompensa de até US$3 milhões (cerca de 15,7 milhões, cotação atual) por informações sobre as atividades financeiras dos grupos Gran Grif e Viv Ansanm.

Washington classificou ambas, que representam coalizões de centenas de gangues, como organizações terroristas.

As forças de segurança haitianas, reforçadas por uma missão internacional apoiada pela ONU e por uma empresa militar privada dos EUA, intensificaram operações contra as gangues que controlam a maior parte da capital. Entretanto, as autoridades ainda não prenderam nenhum líder de gangue importante.

Mais de um milhão de pessoas foram deslocadas pelo conflito com as gangues, o que exacerbou a insegurança alimentar, e cerca de 20.000 pessoas foram mortas no Haiti desde 2021. O número de mortos tem aumentado a cada ano.

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