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Medida do Parlamento europeu atrasa acordo com Mercosul, mas não deve impedir que ele se concretize

Em uma votação apertada, os parlamentares optaram por encaminhar o texto ao Tribunal de Justiça europeu para uma análise de legalidade

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Parlamento Europeu questiona judicialmente a validade do acordo comercial com o Mercosul, causando paralisação temporária no processo.
  • Especialista Ronaldo Félix avalia que a medida irá atrasar a implementação, mas o risco do acordo ser desfeito é quase zero.
  • Contrapartidas podem ser exigidas de Brasil e Uruguai para atender requisitos europeus, mas avanços no tratado são esperados.
  • Acordo pode resultar em redução de tarifas de até 90%, impulsionando investimentos, geração de empregos e crescimento do PIB na região.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Em meio a protestos vindos do agronegócio, o Parlamento europeu decidiu contestar judicialmente a validade do acordo comercial firmado no último sábado (17) entre a União Europeia e o Mercosul.

Nesta quarta (21), os parlamentares optaram por encaminhar o texto ao Tribunal de Justiça Europeu para uma análise de legalidade. O que isso significa é que o processo de implementação do tratado será paralisado em meses. O Conexão Record News entrevistou o especialista em comércio exterior Ronaldo Félix para compreender os impactos que tal decisão trará ao Brasil.


Acordo demorou mais de 25 anos para sair do papel, mas tudo indica que ainda vai demorar alguns meses para entrar em ação Reprodução/Record News

O especialista examina que a medida do Parlamento irá postergar o início da execução do trato, mas que o risco dele ser desfeito é praticamente nulo. Ele enxerga que a decisão era prevista e que mostra que ainda existe uma divisão dentro da União Europeia: “Principalmente por parte da França, com relação ao protecionismo do setor agrícola deles”.

Ainda assim, Félix acredita que o contrato irá avançar, ainda que com algumas poucas revisões relacionadas à rastreabilidade dos produtos. Segundo ele, o que pode acontecer é que para acelerar esses processos, países como Brasil e Uruguai teriam de fazer concessões às exigências europeias. “Eles já atendem a maioria dos pré-requisitos. [...] Então enquanto o Tribunal está fazendo o pente-fino do acordo, eu tenho certeza e acredito que ambas as partes vão tentar acelerar o início da operação”.


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Ao ser questionado sobre os benefícios do tratado para o Brasil, o entrevistado deu como exemplo a redução das tarifas em ambos os lados, que podem chegar a até 90% de redução. “Isso vai fazer com que a gente aumente bastante o investimento nos países do bloco para aumentar a produtividade e a adequação às normas sanitárias e de rastreabilidade”. Fora isso ele mencionou a geração de empregos e o aumento no PIB dos membros do Mercosul.

Todavia, da mesma forma que a UE pode revisar o acordo, o Mercosul também pode avaliá-lo caso haja alguma desavença. “Um dos fatores que fez com que esse acordo demorasse tantos anos, [...] é porque o próprio Brasil postergou algumas vezes acordos que não fossem muito favoráveis para o Mercosul”. Félix informa que o presidente Lula foi responsável por bloquear uma das propostas.

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