Mercenários russos enfrentam extremistas em Moçambique
Grupo de 160 soldados de aluguel teria chegado a Moçambique dias depois que o presidente do país fez uma visita oficial a Vladimir Putin, em Moscou
Internacional|Do R7

Mercenários vindos da Rússia estão em Moçambique para ajudar o governo do país na luta contra grupos de insurgentes islâmicos no norte do país. Tudo de maneira não-oficial, segundo afirmou uma reportagem da emissora norte-americana CNN.
Segundo o veículo, no fim de agosto o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi fez uma visita oficial ao presidente russo Vladimir Putin em Moscou. Na ocasião, eles assinaram diversos acordos de cooperação nas áreas de energia, mineração, segurança e defesa.
Dias depois, o grupo de 160 soldados de aluguel chegou ao país africano, em um cargueiro russo Antonov An-124. Eles seriam contratados do grupo Wagner, que pertence a Yevgeny Prigozhin, um bilionário russo aliado de Putin.
Combates no norte de Moçambique
Os mercenários foram enviados para a província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, onde grupos extremistas vêm desafiando o governo local. Até agora, eles não ajudaram a conter os ataques. Pelo menos dois russos, um de 28 e um de 31 anos, morreram em combate.
De acordo com uma fonte ouvida pela CNN, os soldados chegaram à África "mal equipados" para lidar com os bombates em meio à selva e ainda não conseguiram formar uma aliança com o exército de Moçambique.
Aumento da presença russa
A presença russa na África vem sendo intensificada nos últimos anos. A Rússia tem acordos de cooperação militar com pelo menos 20 países do continente e 43 chefes de Estado africano participaram de uma cúpula organizada pelo governo Putin em Sochi no mês de outubro.
Com isso, o presidente russo busca ocupar espaços deixados pela saída dos EUA do continente e garantir contratos altamente lucrativos para as empresas russas nas áreas de mineração, petróleo e segurança. As reservas de gás natural de Moçambique podem estar entre as maiores do mundo.











