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México confirma que 43 estudantes desaparecidos foram assassinados

Internacional|Do R7

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Cidade do México, 27 jan (EFE).- As provas científicas e periciais confirmam "com plenitude" que os 43 estudantes desaparecidos no México desde o dia 26 de setembro foram assassinados e incinerados em um depósito de lixo do município de Cocula por membros do crime organizado, disse nesta terça-feira o procurador-geral Jesús Murillo. A partir de 487 exames periciais, contrastados com os depoimentos dos 99 detidos, Murillo confirmou que "ficou provado" de um modo "contundente" que os jovens foram sequestrados, assassinados, incinerados e seus restos foram jogados no rio San Juan. Esta informação foi confirmada em entrevista coletiva na capital mexicana um dia depois que se completassem quatro meses do desaparecimento. Murillo detalhou que os estudantes "foram mortos nas circunstâncias descritas" pelos detidos, já que as provas periciais confirmam que foram queimados em uma fogueira que alcançou os 1.600 graus centígrados, graças à combustão de aros de rodas, lenha e à orografia do terreno, de 40 metros de profundidade. O fogo de mais de 12 horas fez com que a maioria dos milhares de restos mortais que foram achados em bolsas de lixo junto ao rio e no local da fogueira ficasse tão destroçada que não foi possível extrair os dados genéticos para sua identificação. Destes restos mortais, 17 foram enviados a um laboratório da Áustria "porque eram os que maior possibilidade tinham de ser identificados". Os legistas conseguiram identificar apenas um dos estudantes, Alexander Mora, por meio de métodos rotineiros, motivo pelo qual os outros 16 restos mortais vão ser submetidos a uma técnica mais moderna, mas cujos resultados demorarão "um bom tempo". Antes de serem incinerados, os estudantes que chegaram vivos ao depósito de lixo foram assassinados - entre 15 e 18 morreram asfixiados -, já que os dirigentes do cartel Guerreros Unidos acreditavam que entre eles havia infiltrados do grupo rival de Los Rojos. No depósito de lixo, os policiais encontraram cápsulas de projétil de bala. No entanto, Murillo esclareceu que "em nenhum dos casos dos estudantes puderam determinar se faziam parte de algum grupo criminoso". O procurador-geral explicou que o caso não está encerrado porque ainda há seis ordens de apreensão pendentes, entre elas a do secretário de Segurança Pública de Iguala, Felipe Flores, considerada uma das peças "fundamentais" do massacre. No total, há 99 detidos por este caso, entre eles o ex-prefeito de Iguala, José Luis Abarca, e sua esposa, María de Los Angeles Moreno, considerados autores intelectuais dos fatos que desencadearam a tragédia e operadores de Guerreros Unidos. Segundo as testemunhas, Abarca ordenou na noite de 26 de setembro do ano passado que os estudantes da Normal Rural de Ayotzinapa fossem atacados para evitar que arruinassem um ato conduzido por sua esposa. No tiroteio morreram seis pessoas, entre elas três estudantes, e outros 43 alunos foram detidos e entregues a membros do cartel Guerreros Unidos. EFE pem-pmc/rsd (foto) (vídeo)

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