Rússia x Ucrânia

Internacional Michelle Bachelet revela que povoado civil na Ucrânia foi quase inteiramente destruído

Michelle Bachelet revela que povoado civil na Ucrânia foi quase inteiramente destruído

Segundo Alta Comissária da ONU, Volnovaja sofreu com os bombardeios russos e moradores ainda estão escondidos em abrigos subterrâneos

  • Internacional | Da EFE

Cidade de Kharkiv foi alvo de ataques russos: operações militares russas se intensificam

Cidade de Kharkiv foi alvo de ataques russos: operações militares russas se intensificam

Sergey Bobok/AFP - 02.03.2022

A Alta Comissária da ONU (Organização das Nações Unidas) para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, denunciou nesta quinta-feira (3) que o povoado de Volnovaja, na Ucrânia, foi quase inteiramente destruído por bombardeios e que ainda existem habitantes da localidade escondidos em abrigos subterrâneos.

"As operações militares aumentam conforme falamos aqui, com bombardeios nos arredores de grandes cidades", disse a ex-presidente do Chile, durante sessão de urgência do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre a situação no território ucraniano, solicitada pelo governo de Kiev.

Bachelet atualizou as mais recentes informações recolhidas pelo gabinete que dirige, sobre o impacto do conflito.

Durante o discurso, a Alta Comissária da ONU afirmou que a Rússia "abriu um novo e perigoso capítulo na história mundial", com o ataque a um país vizinho, onde há "um impacto em massa nos direitos humanos de milhões de pessoas".

"A maioria das vítimas foi causada por artilharia pesada, sistemas de lançamento múltiplo de foguetes e bombardeios aéreos em áreas habitadas. E temos informações inquietantes sobre o uso de bombas de fragmentação contra povoados civis", disse a chilena, em referência a um tipo de munição proibida por convenção internacional, de que a Rússia não faz parte.

Anteriormente, Bachelet havia afirmado que, desde o início da invasão da Ucrânia, sete dias atrás, mais de 2 milhões de pessoas tiveram que abandonar as casas em que viviam.

A metade foi forçada a se deslocar internamente dentro do território do país, enquanto o restante partiu para territórios vizinhos, segundo registros da Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

"A Acnur estimou que até 4 milhões de pessoas poderiam abandonar o país nas próximas semanas, se o conflito continuar", afirmou Bachelet, durante o debate convocado no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

A Alta Comissária ainda revelou que o gabinete que dirige foi contactado por vários grupos que temem perseguição, caso as tropas russas tomem mais territórios, em particular, membros da comunidade tártara, assim como ativistas de direitos humanos e jornalistas.

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