Milionário árabe ajuda menino que precisava estudar na rua no Peru
Aluno de 12 anos fazia dever de casa na rua porque não tinha luz em casa; imagem viralizou e empresário do Bahrein foi até o Peru para ajudar o menino
Internacional|Fábio Fleury, do R7

Era noite, e o peruano Victor Martin Angulo, de 12 anos, queria estudar. Como não tinha luz elétrica em casa, ele foi para a rua e se sentou junto a um poste para fazer o dever de casa. Ele não sabia, mas as câmeras de segurança da rua registraram e foram parar na página da prefeitura de sua cidade no Facebook.
Captadas no fim de março, essas imagens viralizaram, rodaram o mundo e chegaram até o empresário Yaqoob Yusuf Ahmed Mubarak, do Bahrein. Comovido com o esforço do estudante, que tentava fazer suas tarefas mesmo sem contar com o mínimo de estrutura, ele decidiu encontrá-lo.
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Levou mais de um mês até o milionário descobrir que o menino vivia no pequeno distrito de Moche, no litoral norte do Peru, e conseguir tirar seu visto de entrada no país. Até que finalmente ele desembarcou na cidade, na última semana, e foi conhecer Victor, segundo o jornal La República.
No dia da visita, Mubarak e o menino se deitaram no chão, no exato lugar onde o menino estava quando tiraram sua foto, e com a ajuda de um sócio peruano do milionário, conseguiram conversar um pouco.

Doações e burocracia
O milionário prometeu ao estudante construir uma casa nova, com fornecimento de luz, e um negócio para sua mãe, que atualmente trabalha coletando recicláveis. Ele também doou US$ 2 mil (cerca de R$ 8 mil) à família e depois decidiu destinar algum dinheiro para a escola onde Victor estuda.
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Foi aí que ele esbarrou em questões burocráticas. O ministério da Educação do Peru disse que precisava auditar e registrar as doações para que elas chegassem à escola em Moche e que o doador necessitaria estar presente em diversas fases do processo, o que seria impossível para o empresário árabe.
Depois de uma reunião com um representante do ministério, a questão acabou sendo solucionada: Mubarak vai doar 35 computadores para a escola e pagar pela instalação de um sistema de segurança no local. Isso sem falar nas doações individuais para Victor, que não vai mais precisar da ajuda do poste para estudar.














