Crise no Peru

Internacional Militares morrem afogados ao fugirem de manifestantes no Peru

Militares morrem afogados ao fugirem de manifestantes no Peru

Ao menos cinco soldados faleceram, enquanto um sexto está desaparecido; Forças Armadas continuam operações de resgate

AFP
Resumindo a Notícia
  • Cinco militares peruanos morreram afogados enquanto fugiam de manifestantes.

  • Sexto soldado está desaparecido nas águas do rio Ilave, afluente do Lago Titicaca.

  • Grupo ficou cercado por manifestantes e precisou fugir pelo rio de águas agitadas.

Militares continuam as operações de resgate

Militares continuam as operações de resgate

Juan Carlos Cisneros/AFP - 6.3.2023

Cinco militares morreram afogados em um rio e um desapareceu quando tentavam fugir de manifestantes que os atacaram com pedras na região peruana de Puno, epicentro dos protestos contra o governo que substituiu, em dezembro, o então presidente, Pedro Castillo.

O Ministério da Defesa reportou, nesta segunda-feira (6), a descoberta dos cinco membros da patrulha que desapareceu no útlimo domingo (5) nas águas geladas e caudalosas do rio Ilave, afluente do Lago Titicaca (a 3.800 m de altitude), na fronteira com a Bolívia.

Já encontramos os cabos Elvis Pari, Franz Canazas e Alex Quispe Serrano, e os soldados Elías Lupaca e Percy Castillo", informou o general Jhony León, comandante da Região Militar Sul, ao canal de TV N, acrescentando que os homens foram agredidos "pela população" enquanto cruzavam o rio. Brigadas da Marinha e do Exército buscavam um sexto militar.


Um vídeo divulgado pelo Ministério da Defesa mostra 15 militares sentados em círculo e cobertos com mantas informando um oficial sobre o ocorrido em Puno.

"Atravessamos o rio [...] porque não tínhamos outra escapatória para nenhum lado. Eram entre 800 e 900 pessoas, que nos cercaram e começaram a atirar pedras em nós [...] As pessoas nos chamavam de corruptos e assassinos", contou o soldado Vilca.

Segundo o soldado, os militares tentaram fazer uma corrente humana ao entrarem no rio, mas foram arrastados pelas águas."Foi aí que a correnteza nos levou e alguns da tropa começaram a se afogar", relatou.

No âmbito da crise política que resultou na queda de Castillo em 7 de dezembro, 53 pessoas morreram, incluindo os cinco soldados em Puno, em protestos e confrontos com a força pública. Segundo a Defensoria do Povo, também foram registrados 1,3 mil feridos, quase a metade deles uniformizados.

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