Ministro das Relações Exteriores de Israel faz visita oficial ao Bahrein
Yair Lapid irá inaugurar embaixada após um ano da retomada das relações diplomáticas entre os dois países
Internacional|Do R7

O ministro israelense as Relações Exteriores, Yair Lapid, desembarcou nesta quinta-feira (30) no Bahrein para inaugurar a embaixada de seu país em Manama, um ano depois da normalização das relações bilaterais.
Esta é primeira visita de um chefe da diplomacia de Israel a este país do Golfo, uma viagem que também será marcada pala assinatura de vários acordos de cooperação.
A participação das mulheres nas forças de defesa de Israel
Além disso, nesta quinta-feira aconteceu o primeiro voo comercial entre a capital bareinita e Tel Aviv.
Os membros da tripulação exibiram as bandeiras do Bahrein e de Israel nas janelas da cabine do avião quando a aeronave pousou no aeroporto israelense Ben Gurion.
"Estou muito orgulhoso de representar Israel na primeira visita oficial e histórica ao reino (do Bahrein)", tuitou Lapid em árabe e hebreu após o desembarque no aeroporto de Manama.
Lapid se reuniu mais tarde com seu colega bareinita Abdullatif al-Zayani.
"Conversamos sobre a cooperação entre nossos países e de transformar a paz oficial entre nós em uma amizade ativa, econômica, de segurança, política e cívica", tuitou.
Manifestantes queimaram pneus na cidade para protestar contra a visita de Lapid.
Uma parte importante da sociedade do Bahrein se opõe ao estabelecimento de relações com Israel e apoia a causa palestina.
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A 'hashtag' "Bahrein contra o sionismo" se tornou popular nas redes sociais.
Os habitantes do país se negam que "sua terra seja profanada por gangsteres sionistas", tuitou Ibrahim Sharif, ativista dos direitos humanos.
O partido xiita de oposição Al Wefaq considera a visita uma "provocação ao povo do Bahrein que se preocupa com a causa palestina".
A estrada que leva ao aeroporto recebeu um reforço de segurança e nenhuma bandeira de Israel foi hasteada para a ocasião.
Em 15 de setembro de 2020, o Estado do Golfo assinou, ao mesmo tempo que os Emirados Árabes Unidos, um acordo de normalização com Israel.
Os dois países se tornaram os primeiros Estados árabes a reconhecer Israel após o Egito, em 1979, e a Jordânia, em 1994.
Os palestinos denunciaram uma "punhalada pelas costas" e acusaram Emirados e Bahrein de trair "o consenso árabe", que há décadas condiciona qualquer acordo com Israel a um acordo de paz prévio com os palestinos.
O governo americano do ex-presidente Donald Trump promoveu os chamados Acordos de Abraão, em troca de diversas concessões econômicas ou políticas aos países árabes em questão.
Esta campanha diplomática também levou a acordos similares com Marrocos e Sudão.
Em 29 de junho, Lapid inaugurou nos Emirados a primeira embaixada de Israel no Golfo durante uma visita oficial sem precedentes. Ele viajou ao Marrocos em 11 de agosto para assinar acordos de cooperação.
Próxima dos Emirados e Bahrein, a Arábia Saudita, maior potência econômica do mundo árabe, se nega a normalizar os vínculos com Israel e insiste na necessidade de resolver primeiro a situação dos palestinos.
Riad negou as informações divulgadas pela imprensa israelense sobre um encontro entre o ex-primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu e o príncipe herdeiro saudita Mohamed bin Salman.













