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Mísseis balísticos do Irã representam ameaça para aliados dos EUA, opina pesquisador

Representantes dos dois países se reuniram nesta quinta-feira (26) para uma terceira rodada de negociações em Genebra

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Reunião entre representantes do Irã e dos EUA ocorre em Genebra para negociações sobre armamento nuclear.
  • Secretário de Estado dos EUA destaca preocupação com mísseis balísticos iranianos, que podem atingir aliados americanos.
  • Pesquisador alerta sobre aumento das tensões na região do Oriente Médio e possível agressão devido ao deslocamento militar dos EUA.
  • Irã busca discutir apenas questões nucleares e levantamento de sanções, conforme declaração de seu porta-voz.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Representantes do Irã e dos Estados Unidos se reuniram nesta quinta-feira (26) para uma terceira rodada de negociações. As conversas ocorreram na residência do embaixador de Omã, mediador das discussões, em Genebra. O principal objetivo dos EUA é garantir que o Irã não desenvolva armas nucleares. Em contrapartida, Teerã insiste que o programa nuclear tem fins civis.

O secretário de Estado norte-americano afirmou que a recusa de Teerã em discutir o programa de mísseis balísticos é um problema grave, que terá de ser resolvido, já que os mísseis foram projetados para atingir os EUA.


Bandeira do Irã hasteada em um mastro alto no centro de um ambiente urbano, com edifícios e torres de comunicação em primeiro plano e montanhas cobertas de neve ao fundo
Irã insiste que programa nuclear tem fins civis Reprodução/Record News

Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano disse que as negociações se concentram exclusivamente em questões nucleares e no levantamento das sanções, e afirmou que o Irã abordaria os assuntos com seriedade e flexibilidade.

Em entrevista ao Conexão Record News, o pesquisador Lier Ferreira diz que a situação no Oriente Médio está cada vez mais difícil. “Os Estados Unidos estão deslocando um efetivo militar muito grande para a região e nós sabemos que, quando muito frequentemente esses efetivos militares são deslocados, algum tipo de agressão acontece”, alerta.


Porém, o pesquisador descarta a possibilidade de uma incursão por terra, como a que ocorreu no conflito entre EUA e Iraque. Para Ferreira, o objetivo de Washington é conseguir um acordo macro, que discuta a perspectiva nuclear e os mísseis balísticos iranianos.

“O Irã tem uma grande quantidade de mísseis balísticos, mísseis de grande alcance e que, em geral, são suficientes, não para atacar o território americano, esse risco não existe, mas de atacar o principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio, que é Israel, e também bases americanas que se encontram no Oriente Médio”, explica.


“Esperamos que a gente consiga avançar para destensionar o clima no Oriente Médio nesse momento, que é muito pesado”, opina o pesquisador sobre a reunião em Genebra.

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