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Monica Lewinsky afirma que Bill Clinton deveria ter renunciado durante processo de impeachment

A design conversou com a apresentadora do podcast “Call Her Daddy”, Alex Cooper, em episódio lançado na noite de terça-feira (25)

Internacional|Do R7

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Monica Lewinsky
Monica Lewinsky Reuters

Monica Lewinsky afirmou que o ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, deveria ter renunciado ao cargo após a abertura do processo de impeachment contra ele, ocorrido em 1998.

O caso foi motivado pela revelação do relacionamento entre o democrata e a então estagiária da Casa Branca, além de acusações de obstrução à Justiça e falso testemunho. Apesar das denúncias, Clinton foi absolvido pelo Senado.


A declaração foi feita durante uma entrevista ao podcast “Call Her Daddy”, conduzido pela Alex Cooper, e divulgada na noite da última terça-feira (25). Durante a conversa, Lewinsky sugeriu que a melhor forma de Clinton lidar com a situação seria ter assumido a relação e deixado o cargo.

“Acho que a maneira certa de lidar com uma situação como essa seria provavelmente dizer que não era da conta de ninguém e renunciar”, afirmou Lewinsky. No entanto, o ex-presidente sempre negou essa possibilidade, alegando que jamais considerou deixar o posto.


Relação controversa e impactos do escândalo

Monica Lewinsky trabalhou como estagiária na Ala Oeste da Casa Branca entre 1995 e 1997 e, segundo seu testemunho, manteve um relacionamento íntimo com Clinton. Ela ressaltou que, além de renunciar, o ex-presidente poderia ter sido mais honesto sobre o caso para evitar que ela fosse prejudicada.

“Ou encontrar uma maneira de permanecer no cargo que não fosse mentindo e não jogando uma jovem que estava apenas começando no mundo debaixo de um ônibus”, declarou Lewinsky, hoje com 51 anos. Durante a investigação, ela confirmou ter tido relações sexuais com o presidente dentro do banheiro do Salão Oval, em 7 de janeiro de 1996.


O escândalo ganhou proporções ainda maiores após a divulgação do relatório do conselheiro independente Ken Starr, que detalhava o envolvimento de Clinton com Lewinsky. O inquérito surgiu a partir de um processo de assédio sexual movido por Paula Jones, ex-funcionária do governo de Arkansas, que acusava o então governador de comportamento inapropriado em 1991.

Durante a ação judicial, descobriu-se que Clinton havia mentido sob juramento ao negar seu envolvimento com Lewinsky, configurando perjúrio e obstrução da Justiça. Em dezembro de 1998, a Câmara dos Representantes aprovou o impeachment do presidente, mas o Senado o absolveu em fevereiro de 1999, permitindo que ele concluísse seu segundo mandato.


Mesmo diante das acusações e do julgamento político, Clinton sempre sustentou que nunca cogitou renunciar ao cargo. Atualmente, Monica Lewinsky se dedica a palestras sobre cyberbullying e já participou de campanhas publicitárias como designer e consultora.

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