MP denuncia 30 executivos de grandes grupos ferroviários por cartel
Internacional|Do R7
São Paulo, 25 mar (EFE).- O Ministério Público do Estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira que apresentou denúncia formal contra 30 executivos de 12 grandes grupos do setor ferroviário por irregularidades em licitações para acessar contratos com trens urbanos e metrô outorgados entre 1998 e 2008. A solicitação, reunida em cinco denúncias, foi encaminhada na segunda-feira à Justiça, que deverá determinar se abre ou não processo penal contra os investigados como pediu o fiscal Marcelo Mendroni, do Grupo Especial de Delitos Econômico (Gedec) do Ministério Público. Os executivos denunciados pelo MP atuavam na época das supostas irregularidades em empresas como a francesa Alstom, o canadense Bombardier, a espanhola CAF, a americana Caterpillar, a japonesa Mitsui, as alemãs Siemens e Daimler-Chrysler e a sul-coreana Hyundai-Rotem. Também foram denunciados executivos da britânica Balfour Beatty Rail Power Systems, a americana MGE, a espanhola Temoinsa e as brasileiras Tejofran e T'Trans. No dia 20 de março, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) também informou que abrirá um processo administrativo para determinar a responsabilidade de 18 empresas nacionais e estrangeiras em supostas irregularidades em contratos outorgados entre 1998 e 2013. O Cade investiga a suposta participação das empresas em um cartel para dividir os contratos. Tanto o processo do Cade como a investigação do MP têm como alvo contratos assinados entre 2008 e 2013 por governos regionais e municipais nos de estados como o Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal de Brasília. Sobre a CAF, que ficou com o contrato para a Linha 5 do Metrô do São Paulo e o convocado para a aquisição de 64 composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), o órgão esclareceu que nesse caso específico a empresa espanhola não está sendo investigada. Nesse caso, as empresas Siemens e Hyundai são suspeitas de ter feito um acordo prévio e ilegal para ganhar a licitação vencida no fim pelo CAF, investigada por outras supostas irregularidades em outros contratos. EFE wgm/tr












