Internacional MP do Paraguai abre investigação por incêndios florestais no Pantanal

MP do Paraguai abre investigação por incêndios florestais no Pantanal

Procurador vai investigar participação de fazendeiros em incêndios que consumiram mais de 37 mil hectares do Pantanal em uma semana

MP do Paraguai abre investigação por incêndios florestais no Pantanal

Imagem de satélite mostra incêndios na tríplice fronteira Brasil-Bolívia-Paraguai

Imagem de satélite mostra incêndios na tríplice fronteira Brasil-Bolívia-Paraguai

NASA via EPA / EFE / 28.9.2019

O Ministério Público do Paraguai anunciou nesta quinta-feira (29) a abertura de uma investigação para definir se a queima de pastagens por parte de pecuaristas foi a causa dos graves incêndios florestais no norte do país, na tríplice fronteira com Bolívia e Brasil, onde na última semana as chamas arrasaram com mais de 37 mil hectares de vegetação.

O procurador Andrés Arriola, da Unidade Especializada em Meio Ambiente do Chaco (região semiárida), compareceu na quarta-feira a duas fazendas de criação de gado, São João e San José, situadas no Pantanal paraguaio, onde foram relatadas queimas de pastagens, informou o Ministério Público em comunicado.

Essas fazendas estão localizadas a 30 quilômetros de Bahía Negra, município do departamento de Alto Paraguai e utilizado como base de operações dos bombeiros e equipes que combatem os focos de incêndio há mais de uma semana.

O relatório afirma que Arriola, acompanhado por funcionários da Secretaria de Emergência Nacional, da Polícia Nacional e da Força Aérea, além de bombeiros voluntários, notificou os moradores locais sobre a exigência legal de apresentar permissões para queimadas controladas, que os criadores de gado costumam realizar nesta época do ano para renovar o pasto.

Segundo revelaram fontes da Universidade Nacional de Assunção à Agência Efe, as imagens por satélite detectaram uma queimada "negligente" de dez fogueiras em um sítio agrícola, que pode ter sido a origem do incêndio em Bahía Negra.

As sanções para os infratores desse procedimento preveem penas de um a cinco anos de prisão, além de multas, segundo o relatório do Ministério Público.