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Mulher morre após hospital confundir ataque cardíaco com gases no Reino Unido

Enfermeira deu entrada no pronto-socorro sentindo dores fortes no peito, mas foi liberada com diagnóstico de indigestão

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Paula Ivers, enfermeira de 47 anos, morreu de ataque cardíaco após ser diagnosticada com indigestão pelo hospital.
  • Ela apresentava dor intensa no peito, descrita como pior que a dor do parto, e tinha histórico familiar de problemas cardíacos.
  • O inquérito revelou que Ivers sofreu uma dissecção da aorta torácica, que levou a uma hemorragia interna e parada cardíaca.
  • Familiares acusam o hospital de falhas no diagnóstico e atendimento, afirmando que Paula foi "abandonada" pelo NHS.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Caso aconteceu no Hospital Tameside, no Reino Unido, em março de 2024 Reprodução/Facebook/Hospital Tameside

Uma mulher morreu de ataque cardíaco três dias após receber alta do hospital com diagnóstico de indigestão, no Reino Unido. Paula Ivers, de 47 anos, era enfermeira do NHS, o Serviço Nacional de Saúde britânico, e se queixava de dores no peito. O caso aconteceu em março do ano passado, mas voltou a ganhar repercussão com o andamento do inquérito, que apurou falhas no atendimento.

Na época, Ivers dizia que sentia um incômodo intenso no peito, descrito como pior que a dor do parto. Ela chegou a relatar histórico familiar de problemas cardíacos, mas foi liberada após exames iniciais. Os médicos receitaram remédios para tratar a dor como um quadro de refluxo e gases.


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Segundo o jornal Manchester Evening News, o inquérito revelou que a enfermeira sofreu, na verdade, uma dissecção da aorta torácica, que acontece quando a camada interna da aorta se rompe. O quadro evoluiu para uma hemorragia interna e, em seguida, uma parada cardíaca.

A mulher foi encontrada caída no quarto, sem vida, pela filha de 9 anos. O companheiro de Paula, Simon Norbury, contou que a levou ao hospital enquanto ela mal conseguia respirar dentro do carro. Ele disse que ambos se sentiram “tranquilizados” ao ouvir dos médicos que a dor não tinha relação com o coração, mas era visível que a mulher ainda não estava bem.


Antes de ser liberada, Ivers passou por um eletrocardiograma e uma radiografia do tórax, e foi encaminhada para uma unidade que atende pacientes sem necessidade de internação. O médico que analisou o exame não chegou a examiná-la fisicamente e disse não ter visto sinais de uma possível dissecção da aorta. A investigação também apontou que a equipe médica não mediu a pressão dela.

Enquanto o inquérito segue em andamento, familiares da enfermeira pediatra acusam o hospital de falhas no diagnóstico e no atendimento prestado. Em entrevista ao Manchester Evening News, a irmã da vítima disse que ela foi “abandonada” pelo NHS quando mais precisava.

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