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Internacional Mulher sequestrada na infância reencontra família após 53 anos no Reino Unido

Mulher sequestrada na infância reencontra família após 53 anos no Reino Unido

Susan Gervaise foi tirada dos familiares em 1969 por casal que a convidou para uma viagem à Disney e nunca mais a trouxe de volta

  • Internacional | Maria Cunha*, do R7

Resumindo a Notícia

  • Susan Gervaise foi sequestrada aos 4 anos e se reuniu com a família biológica após 53 anos
  • Casal a convidou para uma viagem à Disney por duas semanas e nunca mais a trouxe de volta
  • Susan cresceu pensando que ela foi adotada e que a família biológica a deserdou
  • Aos 16 anos, o pai 'adotivo' disse a verdade: que ela havia sido sequestrada
Susan Gervaise foi tirada dos familiares em 1969

Susan Gervaise foi tirada dos familiares em 1969

Reprodução Facebook/Hamilton Gervaise

Uma menina que foi sequestrada aos 4 anos se reuniu com a família biológica após 53 anos.

Susan Gervaise, agora com 57 anos, foi tirada dos familiares, mãe e irmãos, em Pontefract, no Reino Unido, em 1969.

Nascida Susan Preece, ela recebeu uma proposta irrecusável de um casal: uma viagem a um parque temático da Disney, na Flórida. Eles disseram que não era necessário passaporte, apenas a certidão de nascimento da britânica e a permissão dos pais. O nome dela foi adicionado ao passaporte da dupla.

Os sequestradores, que tinham outros dois filhos, prometeram à mãe biológica de Susan que a devolveriam ao fim do passeio, após duas semanas. Mas, em vez disso, eles a criaram como filha deles, levando-a para o Canadá, depois para a Austrália e, por fim, para a Nova Zelândia.

Susan cresceu pensando ter sido adotada e que a família biológica a havia deserdado. "Me disseram que fui adotada, mas nunca pensei muito sobre isso”, disse ela ao tabloide britânico Wakefield Express. “Fiquei feliz.”

Foi só quando ela tinha 16 anos e precisava de um passaporte que exigisse uma assinatura dos pais que o pai 'adotivo' disse a verdade: que ela havia sido sequestrada.

"Fomos para a Nova Zelândia e não precisei de passaporte para entrar no país, mas na hora de voltar para a Austrália, precisei”, conta Susan. “Foi quando meu pai me disse que eles não me adotaram, eu havia sido roubada".

Em razão disso, Susan teve que ficar na Nova Zelândia por três anos até poder solicitar um passaporte de adulto. Ao retornar à Austrália, aos 19 anos, Susan se casou com Hamilton, com quem teve três filhos e quatro netas.

O reencontro com a família biológica

Susan e o marido Hamilton

Susan e o marido Hamilton

Reprodução Facebook/Susan Gervaise

Durante muito tempo, Susan não pensou em entrar em contato com a família biológica, mas um dia, uma mulher que foi adotada perguntou se ela não queria saber o que eles estavam sentindo. "Foi como um momento de luz", afirma.

Hamilton, então, postou uma mensagem em uma página de Pontefract no Facebook e, em meia hora, a família da esposa foi encontrada.

O homem que ela conhecia como pai morreu quando ela tinha 21 anos. A mãe, quando ela tinha apenas 7. Além disso, embora Susan diga que nunca esteve interessada em saber sobre sua vida no Reino Unido, a busca nunca parou em Pontefract.

A sobrinha de Susan, Emma Mcfadyen, disse que sua família tentou em muitas ocasiões encontrá-la.

"Foi dito que a mãe de Susan saiu procurando por ela ao longo dos anos, mas sem sorte", disse ela. “Depois que ela morreu, havia tantas perguntas que ficaram sem resposta. As coisas eram diferentes naquela época. Não havia nenhum rastro de papel, nenhum relatório policial."

Susan explica que a principal dificuldade foi que ela tinha o sobrenome do pai adotivo, depois o do marido, então a família biológica não sabia que nome procurar.

"Eu disse a eles que os viajantes me roubaram, mas eu também casei com um! Pude dizer a eles que tive uma vida tão mimada. Fui muito bem cuidada", diz a britânica.

Susan e Hamilton voaram para o Reino Unido para uma grande reunião de família em Pontefract no mês passado. "É um final tão feliz. Ainda estamos juntando as peças. Isso dá uma mensagem para quem perdeu alguém, que milagres acontecem. Há esperança."

*Estagiária do R7, sob supervisão de Daniel Pinheiro

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