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Mulher tenta provar que é tataraneta da Rainha Vitória e quer ser reconhecida por Charles

Americana diz que não tem interesse financeiro na possível ligação com a monarquia

Internacional|Do R7

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RESUMO DA NOTÍCIA

  • Angela Webb-Milinkovich alega ser tataraneta da Rainha Vitória e busca reconhecimento do Rei Charles.
  • Pesquisas apontam que sua bisavó, Mary Ann, pode ser fruto de um romance entre Vitória e seu criado John Brown.
  • Angela não busca interesses financeiros, mas sim o reconhecimento histórico do relacionamento real.
  • Evidências históricas e cartas sugerem um vínculo íntimo entre Vitória e Brown, apesar da tentativa de ocultar sua relação após a morte da rainha.

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Angela Webb-Milinkovich pode ser uma descendente viva do filho secreto da Rainha Vitória
Angela Webb-Milinkovich pode ser uma descendente viva do filho secreto da Rainha Vitória Reprodução/Instagram

Uma americana de Minnesota afirma ser tataraneta da Rainha Vitória e pretende buscar reconhecimento do Rei Charles. Angela Webb-Milinkovich, de 47 anos, acredita que sua linhagem vem do relacionamento da monarca com o criado escocês John Brown, supostamente mantido em segredo por quase duas décadas.

A história ganhou força a partir de uma pesquisa da historiadora Fern Riddell, autora do livro “Victoria’s Secret”. Segundo ela, há evidências de que a bisavó de Angela, Mary Ann, possa ter sido fruto de um romance entre Vitória e Brown, e não filha legítima do irmão dele, Hugh Brown, e da esposa Jessie. O casal registrado como pais da criança não teve outros filhos e emigrou para a Nova Zelândia em 1865, ano em que nasceu Mary Ann.


Documentos e registros indicam que, em 1874, a própria Vitória pagou o retorno da família à Escócia e lhes deu uma casa na propriedade de Balmoral. Após a morte de John Brown, a rainha teria levado os parentes dele para viver perto dela em Windsor.

Angela diz ter crescido ouvindo que descendia da realeza, embora não se lembre exatamente de quando ouviu a história pela primeira vez. Entre os itens herdados pela família estão relíquias ligadas a Vitória e Brown, como um broche e uma mecha de cabelo. Parte do acervo estava em um cofre aberto por ela e sua irmã após a morte do pai. “Sempre foi algo que sabíamos que existia. Não tínhamos noção exata do que havia ali”, disse.


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A assistente social afirma que seu objetivo é apenas o reconhecimento histórico do caso. “Meu principal objetivo é que a história seja reconhecida. Quero que o relacionamento deles seja reconhecido e que a família real pare de dizer que isso não aconteceu.” Ela planeja fazer um teste de DNA, embora saiba que a comprovação possa ser difícil devido à distância de quatro gerações.

Fern Riddell sustenta que Vitória poderia ter escondido uma gravidez na década de 1860 e levado o bebê para outro continente para evitar escândalos. Há cartas em que a monarca se refere a Brown como “meu amado” e “querido” e relatos de que pediu para ser enterrada com uma mecha de cabelo e uma fotografia dele.


Após a morte da rainha, em 1901, o filho mais velho, Eduardo VII, ordenou a destruição de documentos e registros que citavam Brown e mandou remover memoriais erguidos por Vitória em homenagem ao escocês.

Angela diz que não tem interesse financeiro na possível ligação com a monarquia. “Dinheiro é a coisa mais distante do meu objetivo. Sempre foi dar à história da Rainha Vitória e de John Brown a verdade que ela merece.” Ela acredita que, cedo ou tarde, a realeza terá de reconhecer as evidências. “Escândalos geram perguntas. Gostaria que admitissem que não foi certo encobrir e destruir provas do relacionamento que eles compartilhavam.”

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