Mulheres da Tunísia vão às ruas por direito a herança igualitária
Presidente Béji Caïd Essebsi anunciou projeto que muda regra atual, baseada no Corão, que dá aos homens o dobro dos bens herdados
Internacional|Beatriz Sanz, do R7

Centenas de mulheres foram às rua na Tunísia nesta segunda-feira (13) em apoio a um projeto de lei que revisa o direito de herança no país e torna a divisão de bens herdados igualitária. A regra atual, baseada no Corão, dá aos homens o dobro da herança destinada a uma mulher com o mesmo grau de parentesco.
O anúncio do projeto de lei foi feito pelo presidente Béji Caïd Essebsi, em homenagem feita pela TV ao Dia Nacional dos Direitos das Mulheres, celebrado nesta segunda-feira (13).
As mulheres do país, que seriam as grande beneficiadas pela mudança, saíram nas ruas para comemorar. Elas carregavam bandeiras do país.
A divisão não será obrigatória e as famílias que desejarem ainda poderão seguir a regra tradicional.
Esse projeto nasceu como uma das conclusões do trabalhdo da Comissão para as Liberdades Individuais e Igualdade, formada em junho pelo presidente do país.
O governo pretende atualizar a Constituição conforme uma decisão tomada em 2014, quando o texto máximo do país foi atualizado.
Descriminalização da homossexualidade
Além do direito à herança igualitária, a comissão avalia descriminalizar a homossexualidade e proibir a pena de mortes na Tunísia.
Embora as tentativas de modernização tenham animado os defensores dos direitos humanos, as novidades não foram muito bem aceitas por boa parte da população.
Dezenas de pessoas também fizeram uma contra-manifestação, especialmente contra as outras pautas progressistas encampadas pela comissão.
Segundo a imprensa local, os manifestantes alegavam que as medidas podem ser uma “destruição do Corão”.
A Tunísia é um dos países árabes mais avançados no que diz respeito aos direitos das mulheres.
Neste ano, Suad Abderrahim foi eleita a prefeita de Túnis, capital do país. Abderrahim é a primeira mulher a comandar uma capital árabe.
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O décimo país mais perigoso do mundo para as mulheres são os Estados Unidos, segundo levantamento divulgado pela Fundação Thomson Reuters — braço filantrópico da agência de notícias Reuters — nesta terça-feira (26). A pesquisa avalia o que as nações fazem para lidar com os riscos enfrentados pela população feminina no dia a dia e inclui tópicos como assistência médica, acesso a recursos econômicos, costumes locais, violência sexual e não-sexual e tráfico humano






















