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Na Ucrânia, Brasileiro acusado de terrorismo é preso novamente

Rafael Lusvarghi teve uma prisão temporária de 60 dias decretada por um tribunal distrital da Ucrânia. Ele deve ser julgado "em breve", diz advogado

Internacional|Beatriz Sanz, do R7

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Advogado afirma que Embaixada brasileira não ajudou Rafael
Advogado afirma que Embaixada brasileira não ajudou Rafael

O brasileiro Rafael Lusvarghi está preso na Ucrânia aguardando seu julgamento que deve acontecer “em breve”, segundo seu advogado Valetin Rybin.

Lusvarghi, que foi arrastado pelas ruas de Kiev por nacionalistas na semana passada, até a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU), onde ficou preso. Ele teve uma prisão provisória de 60 dias decretada pelo tribunal distrital de Pavlohrad, na região de Dnipropetrovsk, na Ucrânia.


De acordo com o código criminal da Ucrânia, o artigo 258, referente ao terrorismo, não permite pagamento de fiança ou prisão domiciliar, portanto, ele passará os próximos dois meses na prisão.

Em entrevista ao R7, Rybin, criticou a falta de ação da Embaixada do Brasil em Kiev, no caso. “A Embaixada brasileira é péssima!”, reclamou Rybin.


Segundo ele afirmou nas redes sociais, a Embaixada se recusou a providenciar os documentos de Rafael para que ele pudesse participar de uma troca de prisioneiros de guerra organizada pelo governo ucraniano em 2017 e voltasse ao Brasil. 

O Itamaraty foi procurado pelo R7, mas não se manifestou sobre a questão até o momento.


Brasileiro combateu na Ucrânia

Rafael Lusvarghi, 33 anos, participou de uma disputa de territórios na Ucrânia entre 2014 e 2015. Ele atuou ao lado dos separatistas ucranianos.


Ele conseguiu voltar ao Brasil, mas em uma armadilha feita pela SBU voltou para Ucrânia, em 2016, onde foi preso ao chegar no aeroporto. Ele foi condenado a 13 anos de prisão por terrorismo, se tornando o primeiro estrangeiro não russo a ser condenado por esse tipo de crime no país.

Seu julgamento, no entanto, foi suspenso, e ele foi colocado nas ruas no fim do ano passado. Desde então, Lusvarghi estava vivendo em um mosteiro ortodoxo em Kiev, até que foi encontrado pela imprensa local no início de maio e, posteriormente, por nacionalistas que o arrastaram pelas ruas da capital ucraniana.

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