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'Não acho que democratas pensam sobre impeachment', diz Trump

A presidente da Câmara dos Representantes,Nancy Pelosi, já disse ser contra a abertura de um processo de impeachment contra Trump

Internacional|Da EFE

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Relatório reduziu chances de impeachment
Relatório reduziu chances de impeachment

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (26) que os democratas desistiram de tentar abrir um processo de impeachment contra ele após as conclusões preliminares da investigação do "caso Rússia" terem apontado que não houve conluio entre o Kremlin e os republicanos.

"Não acho que eles estejam conversando sobre um impeachment", disse Trump a jornalistas no Senado, ao ser perguntado sobre os próximos movimentos da oposição para tentar tirá-lo do poder.


A publicação no domingo de um resumo do relatório do promotor especial Robert Mueller diminuiu as chances de Trump ser alvo de um processo de impeachment, segundo os analistas.

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O documento aponta que não há provas de coordenação entre a campanha do agora presidente e a Rússia. Além disso, Mueller disse que não há evidências de que Trump obstruiu a Justiça.


No entanto, ao menos dois congressistas democratas, Rashida Tlaib e Al Green, afirmaram que ainda querem propor o impeachment de Trump. Rashida disse ao site "Politico", inclusive, que planeja em breve apresentar uma ação sobre o caso.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, já disse ser contra a abertura de um processo de impeachment contra Trump antes do encerramento da investigação de Mueller. Outros integrantes também reconheceram que é pouco provável que uma ação desse tipo prospere no Congresso.


Após passar dois anos criticando o promotor especial do "caso Rússia", Trump disse hoje que o relatório de Muller é "genial".

"O relatório não poderia ter sido melhor. Disse que não houve obstrução e não houve conluio. Não poderia ter sido melhor", comemorou o presidente americano.


Trump voltou a atacar aqueles que iniciaram a investigação.

"Os democratas e outros criaram uma fraude no nosso país com essa ridícula caça às bruxas na qual se provou, muito categoricamente, que não houve conluio nem obstrução", destacou Trump.

O presidente americano ainda sugeriu que a campanha contra ele tinha envolvimento do "alto escalão" do governo, dando a entender que pessoas próximas ao seu antecessor, Barack Obama, tiveram participação no início das investigações do "caso Rússia" em 2016.

"Não quero responder isso, mas acredito que vocês sabem a resposta", afirmou Trump ao ser perguntado sobre o assunto.

"Acho que o que ocorreu é uma vergonha. Não acho que nosso país deva permitir que isso volte a ocorrer de novo. Isso não voltará a ocorrer nunca mais. Começou em um nível baixo, mas com instruções de cima", continuou o presidente americano.

A oposição democrata pediu ao procurador-geral dos EUA, William Barr, que entregue ao Congresso o relatório completo de Muller antes do próximo dia 2 de abril. E também exigiu que o documento divulgado ao público integralmente, para que não haja dúvidas sobre as conclusões das investigações.

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