Coreia do Norte
Internacional 'Não há lugar parecido', diz brasileira que foi à Coreia do Norte

'Não há lugar parecido', diz brasileira que foi à Coreia do Norte

Renata Motta comemorou o aniversário de 40 anos em uma viagem sozinha para o país e garante: 'Não é uma viagem para todo mundo'

'Nenhum lugar é parecido com a Coreia do Norte', diz brasileira

Renata comemorou o aniversário de 40 anos na Coreia do Norte

Renata comemorou o aniversário de 40 anos na Coreia do Norte

Arquivo pessoal/ Instagram @renatamotta

Apaixonada por viagens, a produtora de TV Renata Motta decidiu comemorar seu 40º de aniversário em grande estilo: com uma viagem para a Coreia do Norte – um dos países mais fechados do mundo. Apesar de já ter conhecido mais de 40 nações sozinha, Renata garante: “Nenhum lugar é parecido com a Coreia do Norte”.

“Não é uma viagem para todo mundo. É mais para quem gosta do ‘lado b’ do mundo. Tem que estar aberto e se despir de vários preconceitos (políticos e sociais)”, conta a produtora.

As opções para chegar à península são escassas, uma vez que os únicos “parceiros” do país são a China e a Rússia. Renata escolheu uma agência de turismo chinesa para viajar ao seu destino e, depois de uma viagem de 24 horas de trem, desembarcou em Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

Apesar de ter passado alguns dias no país, a produtora não tem nenhuma prova em seu passaporte de que esteve lá. Ela conta que a própria agência de viagens ficou encarregada do visto, mas diferente dos outros países, ele não fica carimbado no passaporte. “É um papel separado que fica com eles assim que você entra”, afirmou Renata.

Guias acompanharam Renata durante toda a viagem

Guias acompanharam Renata durante toda a viagem

Arquivo pessoal/ Instagram @renatamotta

Monitorados por todo o tempo

Ao pisar em Pyongyang, Renata e os companheiros foram recebidos por quatro guias — três norte-coreanos e um australiano — que os acompanharam durante todo o tempo da viagem. Ela conta que, no momento que desembarcaram do trem, os guias recolheram os passaportes e só devolveram aos turistas no fim da viagem, no check-in do aeroporto.

“Lá a gente é vigiado o tempo inteiro e sente que está sendo vigiado”, afirma Renata, que também diz que os guias pediram que eles não conversassem com os locais. Os poucos diálogos foram todos monitorados.

Um ponto importante destacado pela produtora é que, quando se viaja para a Coreia do Norte, é necessário assinar um documento que comprova que se está de acordo com as regras do país, entre elas a de fazer reverência as fotos e imagens dos líderes norte-coreanos, não dobrar o jornal para não amassar a foto de Kim Jong-un, que sempre ilustra a capa, e não tirar selfies em frente às estátuas ou imagens dos governantes, que segundo Renata, “são as mais perfeitas que já vi na vida”.

'Não existe assédio', afirma Renata

'Não existe assédio', afirma Renata

Arquivo pessoal/ Instagram @renatamotta

‘Aura de medo’

Para Renata, o pouco que se sabe sobre o país é misterioso e assustador. “Tudo o que se lê contribui para essa ‘aura’ de medo”, afirma.

“Admito que fiquei com receio em alguns momentos”, admitiu a produtora. “As regras são tão únicas que dá medo de fazer alguma coisa errada sem saber”.

Quando questionada como é ser mulher em um país socialista, Renata conta que não sentiu nenhuma ameaça na península norte-coreana e que, de certa forma, a política socialista incentiva as mulheres a seguirem seus próprios caminhos.

Segundo a produtora, os homens do país não olham para as mulheres na rua e o assédio não existe. “Acho que qualquer coisa do tipo seria super punida”.

“A Coréia do Norte é um lugar absolutamente seguro para uma turista mulher, contanto que você (ou um homem) não faça nada errado segundo as leis e regras — turvas — deles”, afirma Renata.

*Estagiária do R7 sob supervisão de Ana Luísa Vieira