‘Não sei se Trump se importa muito com o que os europeus pensam a seu respeito’, diz professor após pesquisa
Pesquisa realizada recentemente indica baixa popularidade do norte-americano entre europeus
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Donald Trump é considerado “inimigo da Europa”, segundo uma pesquisa realizada por uma revista francesa. Foram pesquisados sete países, com mil entrevistados em cada um deles.
Os resultados mostram que 17,51% das respostas consideram o presidente uma ameaça, já 8% o enxergam como um aliado. Os piores resultados foram na Espanha e na Dinamarca, país diretamente envolvido na disputa pela Groenlândia. Depois destes, Bélgica, França, Alemanha e Itália tiverem os menores índices. O país onde Trump é mais popular é a Polônia, onde 48% dos habitantes o consideram “indiferente”.
Não bastasse a impopularidade no exterior, segundo o professor de política internacional da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Paulo Velasco, a situação nos EUA é semelhante: “Ele está com um índice de aprovação abaixo de 40%”. Ainda assim, o professor analisa que isso não deve perturbar o líder da Casa Branca.
“Eu não sei se de fato Trump se importa tanto com isso. Ele tem uma orientação de governo muito personalista, tem um ego infladíssimo. [...] Mas não sei de fato se ele se importa muito com que os europeus pensam a seu respeito”, afirma.
Durante o Conexão Record News desta sexta (23), Velasco argumentou que embora os resultados não afetem tanto a postura do presidente, eles são curiosos ao serem comparados com os antecessores de Trump. “Ao longo de muitas décadas foi construída uma relação marcada pelo diálogo, entendimento e confiança mútua entre europeus e americanos [...] Isso mudou dramaticamente com o Trump”.
Os efeitos podem ser notados com outra pergunta da pesquisa, que revelou que 73% dos participantes acreditam que a União Europeia deveria garantir a própria defesa, sem depender dos Estados Unidos. A deterioração entre os aliados de longa data já havia começado, segundo a análise do especialista, desde o primeiro mandado de Trump, em 2017. “Ele decide ter a Europa como alvo. Quando ele disse que buscaria o controle da Groenlândia por qualquer meio que fosse, isso assustou muito a Dinamarca, e a cidadania europeia de um modo geral”.
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