‘Não vejo outra solução ao Irã que não seja negociar neste momento’, afirma analista
‘Não há fichas neste jogo internacional que o Irã hoje seja capaz de jogar’, completa Igor Lucena
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante uma coletiva de imprensa nesta sexta (6), o ministro das Relações Exteriores do Azerbaijão, Jeyhun Bayramov, declarou que todos os funcionários e diplomatas da embaixada e do consulado geral azerbaijanos no Irã estão sendo retirados. A medida foi motivada pelos drones que invadiram o espaço aéreo nacional na quinta-feira (5) e deixaram quatro feridos.

O doutor em relações internacionais Igor Lucena interpreta que os ataques do Irã aos países vizinhos tinham como objetivo desmotivar o apoio destes a países do Ocidente, ao abrigar bases aéreas e militares. “Mas eu não estou vendo isso dar certo. Acho que estou vendo muito pelo contrário”, ele argumenta.
Lucena avalia que, por meio das ofensivas, o agressor uniu o Ocidente com os países árabes, que agora enxergam o Irã como uma ameaça a ser parada. Uma boa notícia para Donald Trump, que, na opinião do especialista, possui dois objetivos principais: destruir completamente as capacidades militares do Irã e aniquilar os centros de desenvolvimento de mísseis de longo alcance.
Sendo assim, o entrevistado do Conexão Record News desta sexta (6) defende que a alternativa que resta ao país do Oriente Médio é a negociação: “Eu não vejo outra solução ao Irã que não seja negociar neste momento. Não há fichas neste jogo internacional que o Irã hoje seja capaz de jogar, até mesmo contra os aliados dos Estados Unidos na região”.
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Tal cenário levaria à intervenção de Israel, que vê o regime dos aiatolás como uma das maiores ameaças da região. “Esse regime teocrático que utiliza e instrumentaliza o Irã como uma arma, como uma espada contra os judeus”, explica.
Além disso, a vitória na guerra seria um argumento favorável para o partido de Trump durante as eleições de meio de mandato nos EUA.
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