Naufrágio em Bangladesh deixa ao menos 15 mortos

Autoridades mobilizaram a marinha, guarda costeira e um helicóptero para encontrar pessoas desaparecidas e localizar uma segunda embarcação 

Rohingyas usam a Baía de Bengala e o Mar de Andaman como rota para entrar em outros países

Rohingyas usam a Baía de Bengala e o Mar de Andaman como rota para entrar em outros países

Reuters / Adnan Abidi / 01.11.2017

Pelo menos 15 pessoas morreram nesta terça-feira (11), incluindo quatro menores de idade, após o naufrágio de um navio na costa de Bangladesh. Foram resgatadas 69 passageiros. A embarcação transportava,  principalmente, integrantes da minoria rohingya, segundo as autoridades.

"Até agora recuperamos 15 corpos, incluindo 11 mulheres e quatro crianças, e também resgatamos 69 pessoas vivas", disse à Agência Efe o comandante Joynal Abedin, responsável pela busca e resgate.

Um navio com cerca de 130 pessoas a bordo, na maioria rohingyas, afundou por volta das 3h (local, 18h de segunda-feira em Brasília), na Baía de Bengala, perto da ilha de St. Martin, segundo Abedin.

"Eles eram principalmente rohingyas, apenas dois deles são bangladeshianos. As pessoas que resgatamos nos disseram que estavam indo para a Malásia de barco", relatou o comandante.

Leia mais: Segunda tentativa de repatriação de rohingyas a Mianmar fracassa

As autoridades de Bangladesh mobilizaram quatro barcos da marinha, um da guarda costeira e um helicóptero para encontrar pessoas desaparecidas e localizar uma segunda embarcação que, de acordo com o depoimento dos resgatados, deixou a cidade sudeste de Teknaf ao mesmo tempo que a afundada. "No momento, estamos procurando, mas não há sinal algum", afirmou Abedin.

Cerca de 738 mil refugiados rohingya, minoria perseguida em Mianmar, vivem em campos em Bangladesh desde 25 de agosto de 2017, após uma onda de perseguição e violência desencadeada pelo exército birmanês.

Imigrantes rohingyas e bangladeshianos indocumentados usam a Baía de Bengala e o Mar de Andaman como rota marítima para entrar em outros países do continente em busca de melhores oportunidades de vida.