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Navio de refugiados atraca na Itália com 26 mulheres mortas

Vítimas faleceram durante a travessia do Mar Mediterrâneo

Internacional|ANSA Brasil

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Mulheres estavam a bordo do navio Cantabria
Mulheres estavam a bordo do navio Cantabria

Um navio de bandeira espanhola atracou neste domingo (5) em Salerno, no sul da Itália, com cerca de 400 migrantes forçados e os corpos de 26 mulheres que morreram durante a travessia do Mediterrâneo.

Os cadáveres passarão por exames no necrotério da cidade, mas suspeita-se de homicídio ou afogamento. As primeiras investigações apontam que as mulheres eram da Nigéria e estavam em um bote inflável socorrido pelo navio espanhol Cantabria, que faz parte da operação marítima da União Europeia na região.


"A embarcação afundou, e as mulheres infelizmente levaram a pior, por serem mais frágeis", afirmou o chefe da província de Salerno, Salvatore Malfi, que descarta a hipótese de tráfico para a prostituição.

"Carregar as mulheres em um bote seria um investimento arriscado que os senhores do tráfico não fariam, podendo perder a 'mercadoria', como eles dizem, de uma só vez", acrescentou. Entre as 400 pessoas resgatadas pelo Cantabria, também havia nove mulheres grávidas.

De 1º de janeiro a 3 de novembro de 2017, 111.716 migrantes forçados desembarcaram em portos italianos, número 29,97% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

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