Noiva indiana de 13 anos escreve carta implorando para que seu casamento seja cancelado
Cerimônia de casamento de Duli Hembrom será realizada hoje em Jamshedpur
Internacional|Do R7

Um dos principais portais da Índia, o India Times publicou esta semana a carta de uma garota de 13 anos, identificada como Duli Hembrom, pedindo para que o diretor da escola em que ela estuda a auxiliasse a cancelar seu casamento, que deve acontecer hoje na cidade de Jamshedpur.
A criança alega que o matrimônio poderia impedi-la de completar sua educação básica. "Eu fiz um juramento, no momento da minha admissão na escola, de que eu não vou me casar antes de completar 18 anos", escreveu Duli.
No entanto, o pai da menina, Lachhu Hembrom, está irredutível em relação ao casamento da filha. Em entrevista ao jornal Hindustan Times, ele alegou que a cerimônia seria realizada porque era "difícil encontrar um par adequado para uma menina crescida". Ele também justificou dizendo que o casamento infantil é comum na sociedade indiana.
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Famílias economicamente instáveis da Índia costumam incentivar a prática, já que o casamento precoce faz com que as meninas saiam mais cedo da casa dos pais.

As consequências, no entanto, podem ser terríveis. Muitas vezes, estas meninas engravidam ainda na adolescência, o que aumenta o risco de complicações no parto e pode levá-las a morte.
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Dados publicados pelo portal inglês Independent mostram que, no estado em que Duli vive, Jharkhand, mais de 40% das mulheres se casam antes dos 18 anos de idade, de acordo com estatísticas da ONU. Cerca de 18% das meninas indianas se casam até os 15 anos e 47% até os 18.
Para o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), esse tipo de prática é uma violação dos direitos humanos. "O casamento infantil ameaça as vidas das meninas e sua saúde, além de limitar suas perspectivas para o futuro", disse um porta-voz da entidade.
Apesar de o casamento na infância ser condenado por lei na Índia, apenas 11 pessoas foram condenadas pela prática desde 2010.











