Nos EUA, quase metade acha aceitável espionagem do governo dentro de limites
Programa do governo abriu debate sobre privacidade e os limites da espionagem
Internacional|Do R7

Quase metade dos norte-americanos considera aceitável a vigilância de cidadãos pelo governo dentro de certos limites, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (11), que também mostrou uma preocupação generalizada com os métodos de espionagem revelados pela imprensa na semana passada.
A pesquisa, realizada entre sexta e terça-feira, mostrou que pouca gente ficou totalmente impassível diante da revelação de que a Agência de Segurança Nacional (NSA) monitorou ligações telefônicas e comunicações via internet de milhões de cidadãos.
Mais de um terço dos entrevistados disse considerar essa atividade completamente inaceitável. Outros buscaram um meio-termo, dizendo que o governo precisa equilibrar a segurança nacional com a privacidade pessoal e explicar por que essa atividade era necessária.
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"Prefiro acreditar que tudo o que estão fazendo é do interesse nacional", disse o garçom Stephen Johansson, de 25 anos.
— Mas acho que deve ser algo que tem de ser explicado, em vez de apenas feito.
A pesquisa foi conduzida pela internet com 835 norte-americanos e tem uma margem de erro de 3,9 pontos percentuais, para mais ou menos.
Cerca de 35% dos entrevistados disseram que a coleta de registros telefônicas seria aceitável apenas sob circunstâncias limitadas, enquanto que outros 13% afirmaram que isso seria aceitável na maioria das circunstâncias — somando 48% no total de pessoas que são, ao menos, favoráveis.
Já 47% disseram que preferem que a NSA não colete seus registros telefônicos, mas achariam aceitável se a agência apresentasse uma boa razão para fazê-lo. Uma proporção similar, 44%, também se manifestou desta mesma forma sobre a internet.
Já cerca de 37% disseram que não haveria nenhuma razão aceitável para a NSA espionar os seus registros de ligações telefônicas. Em relação à atividade na internet, essa proporção subiu para 44%.
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