Novo abrigo na Antártida preserva amostras de geleiras que estão derretendo rápido
Local servirá como um repositório natural e de longo prazo, com temperatura máxima de -52ºC durante todo o ano
Internacional|Do R7
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Cientistas na Antártida inauguraram, na quarta-feira (14), o primeiro abrigo de núcleos de gelo de montanha. Segundo a Fundação Ice Memory, que encabeça a iniciativa, o objetivo é preservar os materiais, que vêm sendo consumidos pelo derretimento das geleiras, para que sejam disponibilizados para as futuras gerações de cientistas.
Os fragmentos estão armazenados dentro do abrigo Ice Memory, dentro de uma caverna na Estação Concordia. O local servirá como um repositório natural e de longo prazo, com temperatura máxima de -52ºC durante todo o ano.
Na prática, um núcleo de gelo funciona como uma cápsula do tempo atmosférica. As amostras contêm informações sobre as mudanças climáticas passadas pela Terra ao decorrer dos séculos.
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As duas primeiras utilizadas pelo projeto foram extraídas do Mont Blanc, na França, e do Grand Combin, na Suíça. Ambas partiram de Trieste, na Itália, chegando à Estação Concordia após uma viagem de 50 dias em um quebra-gelo refrigerado e de avião.
“Confiando que os avanços na ciência e tecnologia desbloquearão novas descobertas científicas, mesmo que as geleiras tenham desaparecido, esses núcleos de gelo representam um legado inestimável para as futuras gerações”, afirma um comunicado divulgado pelos organizadores do projeto.
O abrigo Ice Memory conta atualmente com 35 metros de comprimento e 5 metros de altura e largura. O espaço foi escavado nas camadas de neve, cerca de 5 metros abaixo da superfície, totalizando 9 metros de profundidade. Vários testes foram realizados para fornecer a maior durabilidade possível ao local.
“Ao preservar amostras físicas de gases atmosféricos, aerossóis, poluentes e poeira aprisionados em camadas de gelo, garantimos que as futuras gerações de pesquisadores poderão estudar as condições climáticas do passado utilizando tecnologias que talvez ainda não existam”, afirmou, em comunicado, Carlo Barbante, vice-presidente da Fundação Ice Memory e professor da Universidade Ca’ Foscari, em Veneza.
Os cientistas já identificaram e coletaram amostras de gelo em 10 geleiras ao redor do mundo e planejam transportá-las para o abrigo na caverna nos próximos anos.
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