Rússia x Ucrânia

Internacional Número de refugiados da Ucrânia supera 2,3 milhões, diz ONU

Número de refugiados da Ucrânia supera 2,3 milhões, diz ONU

Guarda de Fronteira da Polônia informou que 1,43 milhão de pessoas entraram no país a partir da fronteira ucraniana

Reuters - Internacional
Pessoas chegam a um centro temporário de acomodação na Polônia

Pessoas chegam a um centro temporário de acomodação na Polônia

Fabrizio Bensch/Reuters - 08.03.2022

Mais de 2,3 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia até esta quinta-feira (10), desde 24 de fevereiro, primeiro dia de invasão russa do país, segundo a OIM (Organização Internacional para as Migrações), que faz parte da ONU. Do total, mais de 112 mil são cidadãos de países terceiros.

O balanço da ONU revela que o ritmo de saída de refugiados se acelerou nas últimas 24 horas. São 160.731 refugiados adicionais na comparação com terça-feira.

A marca dos 2 milhões foi superada na segunda-feira, somente 12 dias depois do início do conflito, disse Filippo Grandi, alto-comissário para os refugiados, o que representa o fluxo de exilados mais rápido no continente europeu desde a Segunda Guerra Mundial.

A Guarda de Fronteira da Polônia disse nesta quinta-feira que 1,43 milhão de pessoas entraram no país a partir da fronteira com a Ucrânia.

O diretor-geral da OIM, Antonio Vitorino, afirmou que a Ucrânia e a Rússia devem garantir corredores humanitários seguros para permitir a fuga de refugiados, mas também para que suprimentos cheguem àqueles que desejam permanecer no país.

Os ucranianos esperavam começar a retirar civis por sete "corredores humanitários" nesta quinta-feira, um dia depois de anunciarem que um hospital infantil foi atingido em um ataque aéreo russo na cidade portuária de Mariupol, no sul, onde milhares estão presos sem acesso a água, remédios ou comida.

Mas o chanceler ucraniano disse que, durante as negociações, Moscou se recusou a garantir acesso humanitário para resgatar civis presos sob bombardeios.

Durante sua visita ao posto fronteiriço de Medyka, o diretor-geral da OIM disse que sua principal preocupação era manter o fluxo de refugiados e atender às necessidades básicas das pessoas. "Particularmente uma refeição quente, como você pode imaginar, e informações básicas sobre como eles podem proceder", acrescentou.

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