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‘O Brasil perdeu a capacidade de mediação dos conflitos a nível global’, diz especialista

Ricardo Cabral critica política externa brasileira em meio às tensões envolvendo Estados Unidos e Venezuela

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As tensões entre Venezuela e EUA permanecem após declarações de Donald Trump sobre governança da Venezuela.
  • Delcy Rodriguez reafirmou a soberania da Venezuela e enviou uma carta pedindo uma relação de respeito com os EUA.
  • Ricardo Cabral, especialista, afirma que Delcy está limitada a discursos, pois os EUA vão agir conforme sua vontade.
  • O Brasil perdeu sua capacidade de mediação em conflitos globais, tornando-se parcial nas relações internacionais, segundo Cabral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As tensões entre Venezuela e Estados Unidos permanecem após o presidente norte-americano declarar que ele é quem governa o território venezuelano e impor pressões contra a presidente interina Delcy Rodríguez para cumprir exigências dos Estados Unidos.

Apesar dos avisos de Donald Trump, Delcy Rodriguez enfatizou que nenhum agente externo governa a Venezuela e ainda enviou uma carta ao líder dos Estados Unidos defendendo uma relação equilibrada e de respeito.


Ela vai fazer o que os americanos querem, sem sombra de dúvida. Ela está afastando o círculo íntimo do Maduro, está tomando providência. O que a Delcy pode fazer nesse momento? Apenas e tão somente discursos, porque na prática nós estamos vendo que os americanos vão fazer o que querem”, argumenta o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral, ao Conexão Record News.

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Segundo o governo norte-americano, o desejo é que haja um alinhamento das políticas que envolvem a continuidade do combate ao narcotráfico, a expulsão de estrangeiros hostis aos Estados Unidos e a interrupção da venda de petróleo à adversários políticos de Washington.


Cabral ressaltou que o Brasil poderia ser um país mediador para a conquista de paz entre Estados Unidos e Venezuela, mas, segundo o especialista, o governo brasileiro tornou o Brasil um país de “lados”, com posições e sem neutralidade.

“Nós tínhamos força militar, tínhamos força política, éramos pragmáticos na política externa, nós éramos aquele aliado que era ouvido. O Brasil perdeu essa capacidade de mediação dos conflitos a nível global [...] nós perdemos muito da nossa credibilidade e da nossa capacidade por tendermos a um lado da balança, e abandonarmos a nossa posição tradicional de pragmatismo na condução dos negócios externos, neutralidade, sempre assertivo com relação ao direito internacional”, ressalta Ricardo Cabral.

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