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O que é a Defesa Planetária, que foi acionada após queda de meteorito na Terra

Sistema internacional de monitoramento foi acionado após objeto espacial cair em uma casa na Alemanha

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A queda recente de um meteorito na Alemanha destacou a importância da Defesa Planetária.
  • O meteorito foi observado como uma bola de fogo e atingiu uma casa em Koblenz-Güls.
  • A Defesa Planetária analisa dados para entender as características de objetos que se aproximam da Terra.
  • Projetos como o telescópio Flyeye buscam melhorar a detecção de asteroides potencialmente perigosos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Defesa Planetária: como funciona o sistema que monitora asteroides que podem atingir a Terra Frank Cone/Pexels

A recente queda de um meteorito na Terra voltou a chamar atenção para um sistema pouco conhecido do grande público, mas essencial para a segurança do planeta: a Defesa Planetária. O mecanismo reúne cientistas, telescópios e redes de monitoramento que analisam objetos espaciais capazes de se aproximar da Terra e, em alguns casos, até atingir a atmosfera.

Segundo a ESA (European Space Agency), o fenômeno observado recentemente foi uma bola de fogo que brilhou por cerca de seis segundos, deixando um rastro luminoso no céu antes de se fragmentar em vários pedaços. O evento foi registrado por diversas câmeras especializadas em meteoros, como as do sistema europeu AllSky7, além de celulares e outras câmeras de testemunhas.


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Alguns observadores relataram inclusive ter ouvido o fenômeno do solo, o que pode ocorrer quando fragmentos entram na atmosfera em alta velocidade e geram ondas de choque. Pelo menos uma casa na cidade de Koblenz-Güls, na Alemanha, teria sido atingida por pequenos fragmentos do meteorito, que também foi avistado na Bélgica, França, Luxemburgo e nos Países Baixos. Apesar do susto, não houve relatos de feridos.

O que faz a Defesa Planetária

Após eventos desse tipo, equipes da Defesa Planetária entram em ação para analisar todos os dados disponíveis e estimar as características do objeto, como tamanho, trajetória e origem. No caso mais recente, especialistas do programa Space Safety da ESA avaliam que o meteoro tinha provavelmente alguns metros de diâmetro antes de entrar na atmosfera da Terra.


Objetos desse porte não são raros. De acordo com os cientistas, asteroides de poucos metros atingem nosso planeta com frequência que varia de algumas semanas a alguns anos. Apesar disso, detectar esses corpos celestes antes da entrada na atmosfera ainda é um desafio. A direção e o horário do impacto indicam que o objeto provavelmente não foi observado pelos grandes levantamentos telescópicos que monitoram o céu noturno.

Isso acontece porque muitos asteroides pequenos se aproximam da Terra vindos da direção do Sol ou de regiões muito iluminadas do céu, o que dificulta sua observação. Até hoje, apenas 11 objetos naturais foram detectados com sucesso antes de entrarem na atmosfera terrestre.


Como a ciência tenta evitar surpresas

Para melhorar o sistema de alerta, a ESA e outras agências espaciais investem em projetos voltados especificamente à busca por asteroides potencialmente perigosos. Um exemplo é o telescópio Flyeye, desenvolvido para varrer grandes áreas do céu e aumentar a taxa de detecção desses objetos antes que atinjam a Terra.

A Defesa Planetária também trabalha com classificações de tamanho e risco dos asteroides. Objetos muito pequenos, de cerca de 1 metro de diâmetro, atingem a Terra aproximadamente a cada duas semanas e geralmente se desintegram na atmosfera.


Asteroides maiores são bem mais raros, mas potencialmente mais perigosos. Corpos com cerca de 10 metros podem atingir o planeta a cada década, enquanto objetos de 100 metros aparecem em escalas de milhares de anos.

Eventos realmente catastróficos são ainda mais raros. O asteroide que provocou a extinção dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos, por exemplo, tinha entre 10 e 15 quilômetros de diâmetro.

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