O que é a ilha de Kharg, estratégica para o Irã e que foi alvo de ataques dos EUA
Donald Trump afirmou que instalações militares presentes no local foram destruídas durante a ofensiva
Internacional|Do R7
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que a ilha de Kharg, considerada estratégica para o Irã, foi alvo de bombardeios por parte do Exército americano.
Segundo o republicano, instalações militares foram destruídas e que a infraestrutura petrolífera iraniana presente no local poderá ser o próximo alvo, caso o país persa continue a interferir na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
O Irã permite retaliar a ofensiva, que, de acordo com a agência Reuters, resultou na suspensão de algumas operações de carregamento de petróleo no emirado de Fujairah dos EAU, um importante centro de abastecimento de combustível e terminal de exportação de petróleo bruto.
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O que é a ilha de Kharg?
Antes do início da guerra com os EUA e Israel, em 28 de fevereiro, o local correspondia por cerca de 90% da exportação de petróleo bruto do Irã. O número faz de Kharg uma área importante para o país persa, que tem a commodity como uma das bases de sua economia.
Com aproximadamente 20 km² e coberta por vegetação rasteira, a ilha de Kharg está localizada no Golfo Pérsico, a cerca de 25 quilômetros da costa iraniana e a 483 quilômetros do Estreito de Ormuz.
O local abriga o maior terminal petrolífero do país, conectado aos campos de Aboozar, Forouzan e Dorood. Depois de armazenado em navios para exportação, o petróleo é enviado a compradores internacionais, tendo a China como principal destino.
Ao todo, o local tem capacidade para produzir cerca de 7 milhões de barris de petróleo diariamente.
A última vez que Kharg sofreu ataques foi durante a Guerra Irã-Iraque, entre 1980 e 1988. Sob o comando de Saddam Hussein, forças iraquianas bombardearam as instalações petrolíferas, causando danos. Teerã, no entanto, conseguiu reconstruir a maior parte das estruturas.
Conflito entre Irã e Israel se intensifica
Israel e Irã trocaram novos ataques no fim de semana, dando sinais que estão longe de um acordo para o fim da guerra. Segundo o exército israelense, a campanha militar deve durar pelo menos mais três semanas, enquanto o Irã afirma ter iniciado uma nova fase no uso do arsenal.
Um míssil atingiu Tel Aviv no domingo (15). Os ataques também atingiram outras duas cidades no centro de Israel e deixou três pessoas feridas.
Já a artilharia israelense disparou contra posições do grupo terrorista Hezbollah, no Líbano. Prédios ficaram destruídos nos subúrbios ao sul de Beirute. De acordo com o governo libanês, 850 pessoas morreram no país desde o início do confronto.
Além dos mísseis, os países também travam uma guerra de informações. A mídia estatal iraniana chegou a divulgar uma informação falsa de que Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, teria sido ferido em um ataque.
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