O que era o ‘livrinho preto’ de Epstein que ex-mordomo tentou vender por US$ 50 mil
Agenda continha informações pessoais de vítimas, possíveis testemunhas e pessoas influentes na mídia
Internacional|Do R7
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O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou, em meio aos arquivos Epstein, que um ex-mordomo do criminoso sexual tentou vender um “livrinho preto” para um agente do FBI disfarçado. O caderno reunia informações pessoais, como nome, endereço e número de telefone, de vítimas, testemunhas e outras pessoas influentes.
Alfredo Rodriguez trabalhou para Jeffrey Epstein no início dos anos 2000, quando roubou a agenda do empresário. O homem pensou que venderia o material por US$ 50 mil, mas a negociação, na verdade, fazia parte de uma investigação.
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Durante a conversa com o agente do FBI, em 2009, Rodriguez revelou que a agenda foi criada pelo próprio Epstein e continha detalhes sobre meninas menores de idade. Ele também afirmou que não entregou o material antes por medo de que o bilionário o fizesse “desaparecer”.
Segundo o jornal The Telegraph, Alfredo presenciou Ghislaine Maxwell, atualmente detida em uma prisão no Texas, mexendo em um banco de dados computadorizado com fotos de garotas nuas. De acordo com o ex-mordomo, havia imagens de meninas do Brasil, Suécia e Romênia. “Todas menores de idade, todas as meninas jovens… eram adolescentes… usavam aparelho ortodôntico”, disse.
O homem também admitiu que viu menores de idade nuas na piscina de uma das casas de Epstein, em Palm Beach. A imprensa norte-americana já revelou que o funcionário era responsável por “recolher” os brinquedos sexuais encontrados na mansão.
Rodriguez chegou a ser preso por obstrução de processo oficial, já que, antes de tentar vender a agenda, disse ao FBI que não tinha nenhum material relacionado ao criminoso sexual. Ele morreu em 2014, vítima de câncer.
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