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O que mudou na Venezuela um mês após captura de Maduro?

Ditador venezuelano foi levado com a mulher para Nova York, onde será julgado por narcotráfico

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A captura de Nicolás Maduro, junto com sua mulher, ocorreu no dia 3 de janeiro e ele será julgado em Nova York por crime organizado e narcotráfico.
  • Delcy Rodríguez assumiu a presidência da Venezuela, mantendo o discurso chavista enquanto implementa mudanças exigidas pelos EUA.
  • A Venezuela aprovou reformas na lei do petróleo, permitindo a atuação do setor privado e atraindo o interesse de empresas americanas.
  • Rodríguez anunciou anistia para presos políticos e a transformação de uma antiga sede do serviço de inteligência em espaço cultural.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com a queda de Maduro, a presidência venezuelana passou a ser ocupada por Delcy Rodríguez Reprodução/@WhiteHouse

A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos completou 1 mês. O ditador venezuelano foi levado junto com a mujlher, Cilia Flores, para Nova York, onde será julgado por narcotráfico.

Com a queda de Maduro, a presidência venezuelana passou a ser ocupada por Delcy Rodríguez, que até então era vice. A nova gestão vem conduzindo, sob pressão, mudanças exigidas pelos EUA, ainda que mantenha o discurso chavista.


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As mudanças na Venezuela desde a queda de Maduro

Troca de governo

Maduro foi capturado no dia 3 de janeiro, após um ataque em larga escala contra a Venezuela. A ofensiva resultou na morte de quase 100 pessoas, entre civis e militares.

A ruptura, no entanto, não foi total. O chavismo, representado pela figura de Rodríguez, continuou no poder, ainda que sob influência direta de Washington.


O presidente americano, Donald Trump, convidou Rodríguez para ir à Casa Branca, acrescentando que “tudo está indo muito bem” ao se referir ao país.

Em mais um aceno, na segunda-feira (2), a presidente se encontrou com Laura Dogu, nova chefe da missão diplomática americana, que afirmou que a “transição” faz parte da agenda bilateral.


Setor petroleiro

Após a queda de Maduro, a Venezuela aprovou uma reforma da lei do petróleo, que vem sendo apontada como um reflexo da pressão americana.

A legislação revoga a nacionalização e o modelo estatista que estava em vigor. Com isso, o setor privado poderá atuar no país sem a participação minoritária da estatal PDVSA.


Trump já afirmou que tem o objetivo de atrair empresas americanas para o país sul-americano. Como uma das medidas, os EUA anunciaram que suspenderiam parcialmente o embargo sobre o petróleo venezuelano.

Reforma militar

A sucessora de Maduro promoveu uma série de reformas, tanto no gabinete quanto em uma área com a qual tinha pouco contato anteriormente, mas que define e sustenta cada vez mais seu poder: as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB).

Após a operação de 3 de janeiro, Rodríguez assumiu o poder e substituiu a Guarda Presidencial. Em seguida, fez alguns ajustes entre os ministros e no setor econômico, nomeando funcionários de sua confiança. Diversas mudanças em altos cargos militares também foram anunciadas.

Anistia a presos políticos

Rodríguez anunciou uma anistia geral para os presos políticos. A medida se aplica para as pessoas encarceradas desde 1999, não se aplicando a condenados por homicídio, tráfico de drogas e corrupção.

Já a prisão El Helicode, sede do Serviço de Inteligência do Governo, será transformada em espaço cultural e esportivo. O local é visto como um centro de tortura no país.

Relembre a captura e prisão de Maduro

O anúncio de que Maduro foi capturado foi feito por Trump pelas redes sociais.

“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua mulher. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças de segurança dos EUA”, escreveu o republicano.

Vídeos que circularam nas redes sociais na ocasião mostraram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada do dia 3 de janeiro, enquanto múltiplas explosões iluminaram o céu da capital venezuelana.

Após a captura, Maduro compareceu a uma audiência perante a Justiça dos Estados Unidos, no tribunal federal de Manhattan, em Nova York, onde responde por crimes de tráfico de drogas, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso e à posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.

O venezuelano está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, unidade prisional federal conhecida pelas más condições de funcionamento e por abrigar presos de alta notoriedade internacional. A audiência marca o primeiro passo formal do novo estágio do processo criminal que tramita contra ele no Distrito Sul de Nova York.

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