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O que são as ‘Vespas Negras’, grupo de elite de Cuba que fazia a proteção de Maduro

Contingente integrava o chamado terceiro anel de proteção, responsável pela integridade do presidente venezuelano

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • As Vespas Negras são a força de operações especiais de Cuba, com destaque internacional após a operação militar dos EUA na Venezuela.
  • O grupo fazia parte da segurança de Nicolás Maduro e teve dezenas de integrantes mortos na ação que resultou na captura do presidente venezuelano.
  • Criadas em 1986, as Vespas Negras são treinadas em técnicas de infiltração, sabotagem e combate corpo a corpo.
  • Após os acontecimentos, o governo cubano declarou luto e ressaltou as mortes como um ataque a todos os filhos da América Latina.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante anos, o grupo fez parte do círculo mais próximo de segurança de Nicolás Maduro
Durante anos, o grupo fez parte do círculo mais próximo de segurança de Nicolás Maduro Reprodução/Redes sociais

As Vespas Negras são a principal força de operações especiais das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba e ganharam projeção internacional após a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, no último sábado (3), que resultou na captura de Nicolás Maduro. O grupo integrava o esquema de segurança do presidente venezuelano e teve dezenas de integrantes mortos durante a ação.

O episódio foi citado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao comentar a incursão militar. “Muitos cubanos morreram. Os guarda-costas. Houve muitas mortes do outro lado. Não houve mortes do nosso lado”, afirmou.


Criada formalmente em 1º de dezembro de 1986, a Brigada Móvel de Tropas Especiais, como é denominada oficialmente, surgiu para executar missões consideradas de alto risco. Suas origens operacionais remontam aos combatentes cubanos que atuaram na guerra em Angola, experiência que moldou a doutrina da unidade.

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O treinamento básico ocorre na Escola Nacional de Tropas Especiais de Baraguá, em Pinar del Río, que funciona como centro de formação das forças especiais cubanas. De acordo com a Enciclopédia Cubana EcuRed, a preparação é marcada por rigor e foco em infiltração silenciosa, sabotagem e sobrevivência. Os integrantes também são treinados em combate corpo a corpo e autodefesa por meio do Kioksul, sistema de artes marciais de origem militar.


As Vespas Negras receberam instrução técnica de forças estrangeiras, incluindo unidades russas como o Spetsnaz e as Forças Aerotransportadas, além de especialistas do Vietnã, da Coreia do Norte e da China. Segundo a agência SRSur, o grupo atua em subunidades de cinco membros e utiliza equipamentos projetados para missões complexas.

O uniforme é caracterizado por camuflagem e boina verde com o símbolo de uma vespa com o ferrão estendido. O arsenal combina armamentos de origem soviética modernizados e equipamentos produzidos pela União das Indústrias Militares de Cuba.


Durante anos, o grupo fez parte do círculo mais próximo de segurança de Nicolás Maduro. O contingente integrava o chamado terceiro anel de proteção, responsável pela custódia direta do presidente venezuelano, pelo controle de comunicações e pela definição de rotas de evacuação. Além da proteção física, também atuava em tarefas de contraespionagem.

Após a operação militar dos Estados Unidos em 3 de janeiro, o governo cubano confirmou a morte de dezenas de integrantes da unidade. Em 5 de janeiro, o presidente Miguel Díaz-Canel anunciou oficialmente que 32 membros das Vespas Negras morreram durante a ação que levou à transferência de Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, para Nova York. O governo cubano decretou luto nacional, com bandeiras a meio mastro.


Em nota, Díaz-Canel condenou o ocorrido e afirmou que “a terra de Bolívar é sagrada, e um ataque a seus filhos é um ataque a todos os filhos dignos da nossa América”. Na Venezuela, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, classificou o episódio como crime e declarou que grande parte da equipe de segurança de Maduro foi morta “a sangue frio”.

Relatos indicam que as mortes ocorreram em confrontos diretos em Caracas, inclusive na residência onde Maduro estava, e em ataques aéreos contra centros de comando. As autoridades venezuelanas não divulgaram um balanço oficial de mortos e feridos.

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