Minas navais: o que são e por que Irã usa dispositivos na guerra contra EUA e Israel
Artefatos submersos capazes de destruir embarcações representam ameaça silenciosa a rotas marítimas vitais
Internacional|Do R7
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O Irã começou a posicionar minas marítimas no Estreito de Hormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e energia. Informações divulgadas pela CNN indicam que algumas dezenas desses dispositivos já teriam sido instaladas na área.
O estreito liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e concentra grande parte do fluxo global de petróleo transportado por navios. A presença desses artefatos no local aumenta o risco para embarcações comerciais e militares que atravessam a região.
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Segundo o relatório, o país ainda mantém entre 80% e 90% de suas embarcações pequenas e plataformas capazes de instalar minas no mar. Isso indica que o número de dispositivos pode crescer rapidamente caso o conflito se intensifique.
As operações podem envolver tanto a Guarda Revolucionária Islâmica quanto a marinha iraniana. Entre os meios utilizados estão barcos pequenos, embarcações carregadas com explosivos e mísseis posicionados na costa para atingir navios que passam pelo estreito.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu às informações em uma publicação na rede Truth Social. Ele afirmou que, se o Irã realmente tiver colocado minas no Estreito de Hormuz, quer que elas sejam retiradas “imediatamente”.
Armas submersas podem bloquear rotas marítimas
Minas navais são dispositivos explosivos instalados debaixo d’água para danificar ou destruir navios e submarinos. Em operações militares, elas são usadas para impedir o acesso de embarcações a determinadas áreas ou para forçar mudanças nas rotas de navegação.
O uso desse tipo de armamento remonta a séculos. O primeiro modelo considerado bem-sucedido foi desenvolvido em 1776 pelo inventor David Bushnell. O dispositivo consistia em um barril de madeira cheio de pólvora, equipado com um mecanismo simples de detonação por contato.
Atualmente existem diferentes tipos de minas. Algumas explodem quando um navio encosta nelas ou passa muito próximo. Outras utilizam sensores capazes de detectar características das embarcações, como campo magnético, ruídos, vibrações, mudanças de pressão na água ou sinais elétricos subaquáticos.
Esses artefatos também podem ser classificados pela posição em que ficam na água. Há minas que flutuam livremente, outras que permanecem presas ao fundo do mar por cabos e ainda aquelas instaladas diretamente no leito oceânico, que podem transportar cargas explosivas maiores.
Quando detonadas, as minas provocam danos principalmente por dois efeitos: uma onda de choque e a formação de uma bolha de gás que se expande rapidamente. Esses fenômenos podem atingir o casco da embarcação e comprometer equipamentos e sistemas mecânicos.
Para lidar com essa ameaça, marinhas utilizam contramedidas específicas. Entre elas estão a redução das assinaturas magnéticas e acústicas dos navios e operações especializadas para localizar, neutralizar e remover minas instaladas no mar.
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