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Obama comemora acordo com o Irã e manda recado para o Congresso norte-americano

Potências mundiais e iranianos anunciaram nesta terça-feira (14) o entendimento sobre o programa nuclear 

Internacional|Do R7, com Reuters e Ansa

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, exaltou o acordo alcançado nesta terça-feira (14) com o Irã e enviou um duro recado ao Congresso norte-americano e às autoridades iranianas para que cumpram os termos e não obstruam o tratado.

"Graças a este acordo, o Irã não será capaz de produzir uma bomba atômica", disse Obama em um pronunciamento nacional, horas após os negociadores do Irã e do grupo 5+1 (Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e Alemanha) anunciarem um acordo sobre o programa nuclear de Teerã.


O mandatário destacou que haverá sérias consequências caso o Irã viole o acordo, como a reinserção das sanções econômicas, e afirmou que o tratado foi alcançado com base nas "inspeções", e não na confiança entre os países.

"O acordo com o Irã não é baseado na confiança, mas sim, nas inspeções. Estaremos na posição de verificar, pela primeira vez, todos esses compromissos. Teremos acesso a todas as instalações iranianas", afirmou o presidente.


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Ao Congresso dos EUA, que tem até 60 dias para aprovar o texto do acordo e sofre com um lobby israelense, Obama disse que vetará "qualquer lei que se oponha" às negociações.

O acordo é uma grande vitória política tanto para o presidente dos EUA, Barack Obama, como para o presidente do Irã, Hassan Rouhani, um político pragmático eleito há dois anos com a promessa de reduzir o isolamento diplomático do país de 77 milhões de habitantes.


Mas ambos os líderes enfrentam o ceticismo interno de poderosos grupos linha-dura, depois de décadas de inimizade entre EUA e Irã, nações que se referiam uma à outra como "o Grande Satã" e membro do Eixo do Mal.

Rouhani foi rápido ao apresentar o acordo como um passo no caminho para um objetivo mais amplo de cooperação internacional. O acordo "mostra que o engajamento construtivo funciona", ele tuitou. "Com essa crise desnecessária resolvida, novos horizontes surgem com foco em desafios comuns".

Para Obama, a diplomacia com o Irã, iniciada em segredo mais de dois anos atrás, se posiciona ao lado da normalização das relações com Cuba como marcos do seu governo, por buscar uma aproximação com os inimigos que atormentaram os seus antecessores por décadas.

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