Objetivo de Israel ‘é enfraquecer o máximo possível o poderio militar do Irã’, opina historiador
João Miragaya está em Avtalyon, que fica a 400 km da fronteira com o Líbano, onde a tensão aumentou nos últimos dias
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O espaço aéreo de Israel pode ser reaberto de forma gradual a partir desta quarta-feira (4). Pela manhã, o governo israelense informou que começou uma onda de ataques em larga escala em Teerã, contra alvos da estrutura militar iraniana. Mas o Irã voltou a revidar com novos ataques contra Israel.
Mísseis foram interceptados e as sirenes voltaram a tocar. O exército dos Estados Unidos afirmou que afundou 17 barcos iranianos desde o início da guerra, no sábado (28). E, nesta terça-feira (3), pela primeira vez, tropas israelenses fizeram uma incursão terrestre no sul do Líbano.

Em entrevista ao Conexão Record News, João Miragaya, historiador e assessor do Instituto Brasil-Israel, diz que a situação em Israel é “relativamente tranquila se comparada aos dias anteriores”. Ele está em Avtalyon, que fica a 400 km da fronteira com o Líbano.
Segundo ele, o número de mísseis iranianos contra Tel Aviv diminuiu. “Israel, na verdade, está sendo dividido com outros alvos, como os Emirados Árabes, que é o país que até agora mais recebeu bombardeios, seja por mísseis ou por drones. O Catar é o segundo lugar, Israel está em terceiro junto a outros países”, explica.
“O objetivo declarado de Israel é enfraquecer o máximo possível o poderio militar do Irã, especialmente a produção de mísseis balísticos de longo alcance. Fazer o Irã regredir ainda mais no seu projeto nuclear”, aponta.
O historiador afirma que a maior parte dos mísseis disparados pelo Irã contra Israel não atinge nenhuma residência, nenhuma base militar, eles não atingem o solo israelense. No entanto, ele destaca o poder de destruição muito alto dos mísseis balísticos.
“Existe um mecanismo de defesa muito eficiente, isso não quer dizer que ele é infalível e que a gente não vai sofrer danos por isso. Cada vez que toca a sirene, a gente sabe que os riscos de haver danos e feridos são muito grandes”, opina Miragaya sobre os sistemas de segurança israelenses.
Para Miragaya, este é o momento de maior tensão no Líbano desde o cessar-fogo com Israel em outubro de 2024. “A situação do Líbano realmente foi tensionada por conta do confronto atual, acho que, com exceção de Israel e do Irã, talvez o Líbano seja o país cuja população está vivendo momentos de maior tensão, talvez até mais que Israel, nesse momento”, completa.
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