Rússia x Ucrânia

Internacional OMS diz que inverno boreal será ameaça para milhões de ucranianos

OMS diz que inverno boreal será ameaça para milhões de ucranianos

Destruição de infraestruturas durante a guerra com a Rússia impacta aquecimento de residências e hospitais

AFP

Resumindo a Notícia

  • OMS alertou que inverno boreal será uma ameaça para a vida de milhões de ucranianos
  • Representante da OMS para a Europa afirmou que inverno será sobre sobrevivência na Ucrânia
  • Organização acredita que até 3 milhões de ucranianos deixarão as casas por causa do frio
Na última semana, nevou pela primeira vez no outono ucraniano

Na última semana, nevou pela primeira vez no outono ucraniano

Genya Savilov/AFP - 17.11.2022

A OMS (Organização Mundial da Saúde) alertou nesta segunda-feira (21) que o próximo inverno boreal (verão no Brasil) pode ser uma "ameaça à vida" de milhões de ucranianos, devido a uma série de ataques russos contra o sistema de energia ucraniano.

A estação mais fria do ano representará "uma ameaça para a vida de milhões de pessoas na Ucrânia", disse o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Klluge, à imprensa. "Simplificando: este inverno será sobre sobrevivência", acrescentou.

Os danos à infraestrutura de energia da Ucrânia causados pelos inúmeros bombardeios russos "já estão tendo efeitos mortais no sistema de saúde e na saúde das pessoas", disse Kluge. Segundo o responsável, a OMS relatou mais de 700 ataques contra unidades de saúde na Ucrânia desde o início da invasão russa em fevereiro.

O representante da organização também observou uma "clara violação" do direito humanitário internacional. "Os ataques contínuos às infraestruturas de energia e saúde significam que centenas de hospitais e instalações de saúde não estão mais totalmente operacionais", disse Kluge.

"Estimamos que mais 2 ou 3 milhões de pessoas terão de deixar suas casas, em busca de segurança", alertou. "Terão de enfrentar desafios de saúde, incluindo infecções respiratórias como Covid-19, pneumonia, gripe", alertou, insistindo ainda no "grave risco de difteria e sarampo para uma população insuficientemente vacinada".

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