Rússia x Ucrânia

Internacional OMS: Ucrânia sofreu 64 ataques a unidades de saúde desde o início da invasão russa

OMS: Ucrânia sofreu 64 ataques a unidades de saúde desde o início da invasão russa

Quase 1.000 unidades de saúde também estão perto de linhas de conflito ou em áreas tomadas

  • Internacional | Do R7

hospital ucrânia

hospital ucrânia

Handout / National Police of Ukraine / AFP

A OMS (Organização Mundial da Saúde), afirmou nesta quarta-feira (24) que mais de 60 ataques foram feitos a instalações de saúde da Ucrânia desde que a Rússia invadiu o país, há um mês. Ao todo, foram registrados 64 desses incidentes entre 24 de fevereiro e 21 de março - cerca de dois a três ataques por dia - resultando em 15 mortos e 37 feridos.

"Os ataques à saúde são uma violação do direito internacional humanitário, mas uma tática de guerra perturbadoramente comum - eles destroem a infraestrutura crítica, mas pior, eles destroem a esperança", disse Jarno Habicht, representante da OMS na Ucrânia, em um comunicado.

Civis e militares feridos no hospital central da cidade de Brovary, perto de Kiev

Civis e militares feridos no hospital central da cidade de Brovary, perto de Kiev

Andriy Dubchak/Donbas Frontliner - 14.03.2022

"Eles privam as pessoas já vulneráveis ​​de cuidados que muitas vezes são a diferença entre a vida e a morte. Os cuidados de saúde não são - e nunca devem ser - um alvo."

Entre outros impactos dos cuidados de saúde em meio à guerra, muitos hospitais estão limitando os cuidados primários de saúde e os serviços essenciais para se concentrar no tratamento dos feridos, disse. Quase 1.000 unidades de saúde também estão perto de linhas de conflito ou em áreas tomadas, e acredita-se que cerca de metade das farmácias do país tenham fechado, segundo a OMS.

"A consequência disso - acesso limitado ou inexistente a medicamentos, instalações e profissionais de saúde - significa que os tratamentos de doenças crônicas quase pararam", afirmou.

Além disso, um em cada quatro ucranianos foram "deslocados à força" pela guerra, "agravando a condição daqueles que sofrem de doenças não transmissíveis", disse a organização.

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